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Coco Chanel e Audrey Tautou, duas mulheres excepcionais

Atriz francesa Audrey Tautou estréia em Paris a cinebiografia da estilista que revolucionou a história da moda

Flávia Guerra, enviada especial de O Estado de S. Paulo,

08 de abril de 2009 | 15h53

Uma mulher pequenina. Frágil e forte ao mesmo tempo. Cheia de personalidade e teimosa, que se recusa a ser classificada segundo os rótulos sociais de sua época. Une femme d'exception. Ou seja, uma mulher única. Quem? Audrey Tautou? Não. Grabrielle 'Coco' Chanel. Ou melhor, duas mulheres excepcionais. "Eu sempre soube que iria ser a Chanel no cinema. Não porque somos muito parecidas, mas porque temos o mesmo 'nariz empinado', não acha?", brincou há pouco a atriz francesa em conversa com o Estado em Paris.

 

Tautou, que ganhou fama mundial por seu papel de uma 'fada moderna' em O Fabuloso Destino de Amélie Poulain e por viver a 'neta' de Jesus em O Código Da Vinci, faz questão de brincar e ser o mais 'normal' possível quando o assunto é sua fama. Mas seu mais novo papel não está ajudando muito nesta 'normalidade'.

 

A atriz acaba de começar a maratona de lançamento mundial da cinebiografia da estilista que mudou não só a história da moda mas também ajudou a mudar e construir a figura da mulher moderna. Ao contrário de muitas previsões, o longa-metragem dirigido pela francesa Anne Fontaine revela quem foi Coco antes de se tornar o fenômeno Chanel.

 

Muito distante do glamour a que hoje ícones da moda como o tailleur e o Chanel No. 5, Gabrielle nasceu em uma cidade pobre (Saumur, na região de Pays de la Loire, a cerca de 200 quilômetros de Beaumont, cidade natal de Tautou) e ficou órfã ainda na infância. Cresceu em meio às aulas de costura do orfanato e à espera da visita do pai aos domingos, que nunca veio. Já adolescente, sobrevivia do trabalho em um estábulo e de 'bicos' como cantora em cabarés e cafés. Em um deles, foi 'descoberta' por um proprietário de cavalos, Étienne Balsan, que a levou para sua mansão, onde a protegia e a apresentou para a alta sociedade local.

 

Tudo ia bem, ou quase, até que Chanel conhece o inglês Arthur 'Boy' Capel, o primeiro amor e grande incentivador. É aí que começa a história desta grande mulher. E era exatamente aí que eu queria concentrar minha câmera. Na formação do caráter desta grande figura do século XX. Chanel é referência para todas as mulheres, e homens, até hoje. Este não é um filme sobre moda, mas um filme sobre uma pessoa especial. Espero que o público, seja na França, seja no Brasil, também se apaixone por Chanel", comentou a diretora ao Estado.

 

Os europeus já podem conferir e confirmar se concordam com Anne Fontaine. Chanel, o filme, estreia na França no próximo 22 de abril. No Brasil, os fãs vão ter de esperar um pouco mais, já que a estreia está prevista para outubro.

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