Clooney e Wiesel chamam atenção para conflito em Darfur

O Nobel da Paz Elie Wiesel e o ator George Clooney chamaram a atenção da comunidade internacional para o conflito na região de Darfur, no Sudão, nesta quinta-feira."A situação em Darfur não está melhorando, mas está piorando", afirmou Clooney durante seu discurso. "Nós precisamos que a comunidade internacional faça o possível para terminar esse sofrimento extraordinário. A hora crítica de Darfur é agora", continuou o ator.Wiesel e Clooney deverão enviar aos membros do Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas (ONU) um relatório informal ainda nesta quinta-feira. O relatório foi organizado pela Fundação Elie Wiesel pela Humanidade, que recentemente montou uma comissão para Darfur composta por vencedores do Nobel. O Sudão há tempos vem resistindo às tentativas da ONU de assumir o comando da força de paz da União Africana, que é incapaz de conter a violência na região ocidental de Darfur.O presidente sudanês, Omar al-Bashir, afirma que a mudança do controle das tropas viola a soberania de seu país e avisou que seu exército irá combater qualquer força da ONU enviada a Darfur. Wiesel pediu a Bashir para "parar de obstruir os esforços internacionais para ajudar as vítimas em Darfur"."Não há escolha a não ser agir em defesa das pessoas indefesas. Os que cometeram genocídios deverão ser proibidos de se esconder atrás de fronteiras nacionais e de pedidos de soberania", disse o vencedor do prêmio Nobel em um comunicado emitido nesta quinta-feira. O CS mantém discussões informais com cidadãos sudaneses preocupados e grupos não-governamentais sobre vários assuntos relacionados a Darfur. Representantes de diversas organizações humanitárias que trabalham em Darfur deverão se unir a Wiesel e Clooney ainda nesta quinta-feira.Mais de 200 mil pessoas foram mortas e mais de 2 milhões abandonaram seus lares desde 2003, quando tribos africanas se revoltaram contra o governo árabe do Sudão.Clooney e seu pai, que é jornalista, passaram cinco dias em Darfur em abril, juntando histórias pessoais de morte e sofrimento que assolaram a região africana. Desde então, pai e filho continuaram trabalhando para tornar público o sofrimento dos refugiados.Wiesel, que sobreviveu aos campos de concentração nazistas de Auschwitz e Buchenwald durante a 2.ª Guerra Mundial vem trabalhando pelos direitos humanos em várias partes do mundo e foi agraciado com o prêmio Nobel da Paz em 1986. Ele escreveu sobre sua experiência nos campos de concentração no livro "A Noite".

Agencia Estado,

14 de setembro de 2006 | 18h37

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