Clonagem é tema de "A Ilha"

Pela primeira vez desde que estreou na direção, com Bad Boys (1995), Michael Bay não contou com a tutela do produtor Jerry Bruckheimer, parceiro em blockbusters de gosto discutível e sucesso incontestável, como A Rocha (1996), Armageddon (1998) e Pearl Harbor (2001). Em A Ilha, que estréia hoje, o diretor americano saiu debaixo da asa de Bruckheimer e, coincidência ou não, deu-se mal nas bilheterias - o filme arrecadou apenas US$ 12, 5 milhões na estréia americana, em 22 de julho. Mas talvez tenha feito um de seus filmes mais elaborados, tanto do ponto de vista conceitual como do visual. A seguir, Bay fala sobre o filme, estrelado por Scarlett Johansson e Ewan McGregor, em uma entrevista coletiva concedida no final de maio. Àquela altura, só havia 45 minutos do filme editados. Você acha que o cenário imaginado no filme é possível para a humanidade? Não acho que o filme seja um comentário sobre as pesquisas de células-tronco porque eu as apóio. Mas mostra a clonagem nos estágios mais avançados e remotos do que poderia dar errado se a ciência for usada incorretamente. A ficção científica está no fato de que os clones nascem adultos, processo que simplesmente não é possível. Qual é a sua visão pessoal sobre o futuro? Às vezes, evoluímos para o bem; às vezes, para o mal. É uma questão de valores. Fiquei muito interessado em nanotecnologia e nas coisas surpreendentes que estão fazendo com isso na medicina. Nos próximos cinco ou seis anos, isso estará em grandes aplicações. A cena da perseguição na estrada é muito impressionante, não só pela quantidade de ação, mas também pela quantidade de equipamentos pesados. Normalmente, eu mesmo escrevo as cenas de ação. Um dia, eu estava na estrada ao lado de um caminhão que transportava rodas de trens e pensei como aquilo parecia muito perigoso. Foi assim que coloquei isso tudo no filme. Mas acho que se trata de um cara tentando viver e sobreviver. É sobre isso que fala o filme - quem tem mais direito de viver ou morrer.

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