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Cinesesc anuncia recesso para promover reforma

Mas a casa, que encerra retrospectiva nesta sexta, cria novo horário, ‘As Tardes de Cinema’, num espaço alternativo, e com entrada grátis

Luiz Carlos Merten, O Estado de S. Paulo

30 Dezembro 2016 | 04h00

No Cinesesc, termina nesta sexta, 30, a 17.ª Retrospectiva de Melhores do Cinema Brasileiro, e com filmes que vale resgatar. São obras de um perfil muito diferenciado, como O Shaolin do Sertão, às 15 h; Fome, às 19 h; e Mate-me, Por Favor, às 21h30. No sábado e domingo, 31 e 1.º, a sala estará fechada e não vai reabrir em janeiro. O Cinesesc, a sala grande, permanecerá fechado durante todo o mês. Mas, para manter seu público cativo, o Cinesesc está criando um novo horário.

As Tardes de Cinema vão ocorrer de segunda, 2, a quarta, 4 de janeiro, na sala pequena do 1.º andar, com entrada franca. A programação promete um retorno aos anos 1980 e os interessados – os filmes são ótimos – têm de ficar espertos porque serão apenas 20 lugares, com senhas distribuídas uma hora antes das sessões. Na segunda serão exibidos Feitiço do Tempo, de Harold Ramis, às 15 h; e Peggy Sue – Seu Passado a Espera, de Francis Ford Coppola, às 17 h. Na terça, De Volta para o Futuro, o primeiro da série de Robert Zemeckis, às 15 h; e As Sete Faces do Dr, Lao, de George Pal – que é de 1964 –, às 17 h. Na quarta, Os Garotos Perdidos, de Joel Schumacher, às 15 h; e Curtindo a Vida Adoidado, de John Hughes, às 17 h.

Em 2013, o cearense Halder Rangel fez história com um pequeno filme de cunho regional que estourou nas telas de Fortaleza. Reza a lenda que Cine Holliúdy teve mais público na cidade que Titanic, de James Cameron. Com isso, ganhou projeção nacional e, sem nenhuma mídia paga, a produção de baixo orçamento faturou 500 mil espectadores. O sucesso estimulou o diretor a prosseguir na sua via popular e ele volta com ingredientes do outro filme – a começar pelas artes marciais. Aluisio Li/Edmilson Filho monta no jegue e usa o que aprendeu no cinema de luta oriental para enfrentar os valentões da luta-livre que improvisam ringues pelo sertão.

Com cenas que evocam Rocky, Um Lutador e Karatê Kid – o treinamento do herói –, o filme diverte e mostra que a criatividade segue sendo uma arma contra restrições orçamentárias. Fome, de Cristiano Burlan, é mais experimental (e artístico). O crítico e escritor Jean-Claude Bernardet faz morador de rua que atravessa o centro de São Paulo puxando um carrinho de supermercado. Numa cena, corre a pontapés um casal de burgueses que lhe oferece restos de comida. Em outra, discute filosofia com um jovem, que, presumivelmente, foi seu aluno. O terceiro e último filme desta sexta foi premiado no Festival do Rio em 2015. Mate-me, Por Favor, de Anita Rocha da Silveira, usa o gênero – suspense – para abordar a juventude.

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