Sommerhaus Filmproduktion
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Cinemas de São Paulo não terão estreias nesta semana

Exibidores decidem adiar novidades por causa do endurecimento da quarentena, que fechou salas à noite e nos fins de semana

Ubiratan Brasil, O Estado de S.Paulo

03 de fevereiro de 2021 | 10h30

A manutenção da cidade de São Paulo na fase vermelha do plano de contingência contra o coronavírus fez com que os principais exibidores de cinema desistissem de programar alguma estreia nesta quinta, 4, na capital. Pelo plano do governo paulista, serviços considerados não essenciais (o que inclui cinemas, teatros, bares e restaurantes, entre outros) não podem funcionar nos finais de semana e feriados, além do período entre 20h e 6h, de segunda a sexta-feira. A determinação vale, por ora, até o dia 8 de fevereiro.

Com a limitação, as salas paulistanas ficarão sem estreias nesta semana. Isso porque a manutenção de um filme em cartaz normalmente depende do sucesso de sua primeira semana de exibição – e São Paulo é a praça mais importante para os exibidores. Sem o final de semana para medir a bilheteria, o impacto negativo poderia ser decisivo.

“É uma chance única – se não for bem, o filme provavelmente sai de cartaz”, comenta André Sturm, diretor do cinema Petra Belas Artes. “É um assassinato cultural um longa ser lançado dessa forma.” Segundo ele, a decisão de não ter estreias nesta quinta foi tomada na semana passada pelos exibidores. “Alguns filmes chegaram a entrar em cartaz, mas porque cumpriram uma programação que podia mexer mais.”

Filmes que deveriam estrear na capital, portanto, foram adiados. É o caso de Veneza, novo longa de Miguel Falabella. Além de Berlin Alexanderplatz, longa alemão de 3h de duração, que integrou a programação online da 44ª Mostra Internacional de Cinema. Já o documentário Aznavour por Charles, sobre o cantor francês de origem armênia, teve exibições em pré-estreia e entraria oficialmente no circuito nesta quinta-feira.

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Se a situação se normalizar, retomaremos o estudo da programação para voltar no final de fevereiro
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André Sturm, diretor do cinema Petra Belas Artes

Sturm reforça a opinião de que salas de cinemas não trazem riscos para o contágio do coronavírus. “As pessoas ficam sentadas usando máscaras, sem ninguém a seu redor. O sistema de ar condicionado é central, ou seja, o mesmo de um hospital. Os riscos são mínimos”, afirma ele, lembrando de uma pesquisa realizada na Europa, onde se acompanhou um grupo de pessoas que frequentam os cinemas: nenhuma delas foi infectada.

A expectativa agora é o relaxamento das medidas, caso se concretize a tendência de queda de novos casos na cidade. Com isso, também os serviços considerados não essenciais poderão funcionar normalmente. “Mesmo assim, não lançaremos nada na semana que vem”, anuncia Sturm. “Se a situação se normalizar, retomaremos o estudo da programação para voltar no final de fevereiro.”

 

 

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