Cinemas argentinos têm que exibir filmes nacionais

A partir de amanhã, as salas de cinemas argentinas serão obrigadas a exibir pelo menos um filme argentino por trimestre. A medida governamental, difundida pelo Instituto Nacional de Cinema e Artes Visuais, destinada a fomentar e proteger o cinema nacional da concorrência com distribuidoras estrangeiras, foi recebida com elogios. É a terceira vez que são adotadas medidas de proteção do cinema local desde a década de 1940. O cineasta Juan José Campanella, cujo último filme, Luna de Avellaneda, é um sucesso de bilheteria, disse que ?esta lei é uma defesa absoluta e necessária?. O escritor Alan Pauls, autor de vários livros de cinema, disse que "quando não há intervenção do Estado, se vive sob a lei da selva e sabemos quem ganha neste caso. Apenas megaproduções chegam à telas, com aparato publicitário e dinheiro". Por outro lado, a associação dos donos de salas de cinema, por meio de seu titular, Leonardo Racauchi, criticou a medida. "A única coisa que se consegue é limitar a diversidade dos filmes exibidos. Não significa que a produção nacional vai crescer por causa das novas exigências."

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