Cinema paulista deve receber R$ 23 milhões

R$ 23 milhões. Esta deve ser a cifra de investimentos que o cinema paulista deve obter em 2006 por meio do Programa de Fomento ao Cinema Paulista (PFCP)e do Programa de Ação Cultural, que compreende a nova Lei da Cultura - recentemente aprovada e que prevê a destinação tanto de recursos diretos quanto incentivados (ICMS) para várias áreas culturais. ´É um marco. Também estou feliz com a aprovação da nova Lei da Cultura (ou do ICMS), que está apenas começando. E esta não tem nada a ver com a antiga Lei da Cultura, que estava completamente errada´, afirmou o secretário de Estado da Cultura, João Batista de Andrade ontem, ao lançar o PFCP 2006, no Palácio dos Bandeirantes.´Ainda é pouco. Mas, analisando ao longo dos anos, é um avanço histórico´, afirmou o governador Cláudio Lembo na ocasião. O comentário procede. Em sua quarta edição, o PFCP, sistema de financiamento integrado que faz a ponte entre cineastas e empresas estatais e privadas, através das leis federais do Audiovisual e Rouanet, deve investir R$ 9 milhões (R$ 5,5 milhões das estatais paulistas e R$ 3,5 milhões de empresas privadas). O restante dos R$ 23 milhões virá dos recursos diretos do orçamento da Secretaria de Estado da Cultura, que investirá R$ 8 milhões, e da renúncia fiscal com os benefícios da nova Lei do ICMS - R$ 6 milhões. ´Esta quantia deve aumentar. É só uma estimativa´, disse o secretário.Em tempos em que a classe cinematográfica paulista protestou contra o recente edital da Petrobrás, que contemplou poucos projetos de SP, as novidades vêm em boa hora. ´São Paulo tem de dar o exemplo. Daqui eu parto para produzir filmes em todas as regiões´, afirmou a produtora Sara Silveira.

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