Cinema nacional pode ter mais estréias em 2003

Cenário de acirradas discussões, o cinema brasileiro ainda vive um bom momento nas telas. Em 2003, segundo dados da produtora Filme B, do Rio de Janeiro - única instituição que mantém um acompanhamento estatístico no País -, o País contabiliza 27 filmes já rodados, além de 48 em fase de montagem e 9 em preparação ou filmagem. De janeiro até agora, 7 filmes nacionais novos entraram em cartaz no País.A indústria cinematográfica no Brasil não é exatamente um prodígio econômico. Movimenta cerca de R$ 200 milhões por ano no País - somente para filmes brasileiros e incluindo recursos para produção, renda de salas de cinema, vendas para televisão e homevideo. Mas é indiscutível que o cinema traz prestígio e movimenta - senão dinheiro - valores culturais. Entre 1995 e 2002, o cinema brasileiro conquistou 200 prêmios em festivais, e foi indicado três vezes ao Oscar de filme estrangeiro - principal distinção norte-americana à indústria cinematográfica.E o ritmo que a dita "retomada" do cinema nacional adquiriu, a partir de 1995, não parece ter sido afetado nem pelas indefinições em torno da Agência Nacional de Cinema (Ancine) nem pela atual discussão sobre o "dirigismo cultural".Em 2002, os cinemas do País passaram 30 filmes nacionais, com um público de 7,3 milhões de pessoas. Não há dados efetivos sobre quantas pessoas trabalham na indústria nacional. Incluído no Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade (PBPQ), o cinema busca um status de atividade estratégica para a nação. Uma das medidas para atingir tal fim, tomada no governo Fernando Henrique Cardoso, foi a criação da Agência Nacional de Cinema (Ancine), cuja vinculação seria ao Ministério da Indústria e Desenvolvimento. No governo Lula, resolveu-se que o caráter de atividade cultural do cinema exigia que a vinculação deveria ser ao Ministério da Cultura. A decisão definitiva sobre isso ainda não saiu no Diário Oficial.

Agencia Estado,

07 de maio de 2003 | 10h15

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