Cinema nacional ganha fundo de investimento

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) promoveu hoje o lançamento oficial do Fundo de Financiamento da Indústria Cinematográfica Nacional (Funcine), em sua sede, com a presença do presidente da autarquia, Luiz Leonardo Cantidiano, e do diretor-presidente da Agência Nacional de Cinema (Ancine), Gustavo Dahl. Segundo estimativa de Dahl, o fundo recém-criado pode atingir movimentação de R$ 50 milhões a R$ 100 milhões no período de um ano. Os recursos serão voltados principalmente para capitalização de produções de filmes, reformas de salas de exibição e aquisição de ações de empresas nacionais de capital aberto do setor cinematográfico.Segundo Cantidiano, o fundo estará operacional em 15 dias. Ele observou que os Funcines podem ser de vários tipos, sendo voltados só para distribuição, ou só para recuperação de salas, ou ainda de caráter misto. "Queremos que a movimentação de recursos do mercado de capitais participem da atividade produtiva do País. O Funcine faz parte disso", disse Cantidiano. Com os fundos, uma empresa ou produtora pode apresentar um projeto na área cinematográfica para uma corretora, e esta avaliaria a possibilidade de formar um Funcine. Em seguida, o Funcine seria submetido à avaliação da Ancine e, em caso de aprovação, encaminhado para a CVM, a quem caberá constituir o fundo formalmente.A assessora-chefe da Ancine, Vera Zaverucha destacou as vantagens para o investidor do Funcine. Segundo ela, ao escolher o fundo, o investidor pode "descontar mais ou menos 34% no Imposto de Renda devido do valor investido no projeto". "Além disso, é possível contabilizar estes recursos como despesa operacional", disse. Segundo Gustavo Dahl, a formação do Funcine será importante para que o setor cinematográfico atinja a meta de dobrar o número atual de 1.700 salas de exibição de cinema.

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