Cinema latino marca presença no Festival do Rio

A diretora argentina Lucrecia Martel, de O Pântano, participa do Festival do Rio 2004 com seu novo filme, Santa Menina, que integra a Première Latina, uma mostra competitiva. O cineasta Juan Pablo Rebella também está no Rio, com Whisky, o filme uruguaio que ganhou três prêmios no recente Festival de Gramado e também participa da competição dos latinos no Rio. Os dois diretores representam a nova geração do cinema latino-americano. Santa Menina será exibido hoje, às 14 horas, no Estação Ipanema 2; onde também pode ser visto hoje, às 19 horas, Whisky.Francisco Lombardi, de 55 anos, trouxe ao Rio Olhos Que Não Vêem. É o diretor mais famoso do Peru e representa uma geração anterior do cinema latino. Está na ativa desde os anos 1970 e fez filmes como Sem Compaixão, No Se Lo Digas a Nadie e Pantaleão e as Visitadoras. Olhos Que não Vêem é um filme sobre o escândalo Montesinos, quando o assessor do presidente Fujimori foi pilhado num vídeo traficando sua influência. O caso iniciou o processo de derrubada do presidente peruano. O filme será projetado hoje, às 21 horas, no Estação Ipanema 1. Santa Menina mostra uma garota que vive num ambiente repressivo, no norte da Argentina. Sofre abuso de um médico que participa de um congresso, hospedando-se no hotel da mãe dela. O médico entra em crise, a menina, perversamente, o persegue para reincidir na perversão. A vontade de colocar na tela um universo que não conhecia foi o que moveu o diretor Rebella. Whisky é a história do dono de uma fábrica de meias, um judeu de meia-idade. Quando a mãe morre e o irmão vem visitá-lo, ele pede a uma funcionária que se passe por sua mulher e inicia-se uma farsa.

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