Cinema do indiano Satyajit Ray na TV paga

Hollywood pode dominar os mercados,mas existe uma cidadela inexpugnável para o poderio do cinemanorte-americano. É a Índia, que produz mais filmes do queHollywood. A maioria deles é de melodramas cantados,insuportáveis para os padrões do espectador ocidental. Mas há umgrande nome no cinema indiano. É Satyajit Ray, que morreu em1992 e está sendo homenageado, esta semana, pelo TelecineClassic. O canal de clássicos da Net/Sky mostra amanhã, às 22horas, O Mundo de Apu. É o fecho da admirável trilogia deApu, iniciada na segunda-feira com A Canção da Estrada e queteve prosseguimento ontem com O Invencível. No terceirofilme da série, o protagonista, depois de superar asdificuldades da infância pobre e da adolescência, vira um adultoque aceita um casamento de conveniência, capaz de fazê-lo galgaralguns degraus na estratificada sociedade de classes da Índia. Ray veio de uma família de intelectuais bengalis. O avôfoi amigo de Rabindranath Tagore e ele homenageou o poeta com umbelo documentário. Influenciado pelo neo-realismo, suareferência maior foi Jean Renoir, a quem se ligou, quando omestre francês rodou na Índia O Rio Sagrado. O cinema deSatyajit Ray põe na tela a complexidade humana e social de seupaís. O ciclo prossegue amanhã com a obra-prima do diretor: ASala de Música. É imperdível.

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