Cinema Digital é destaque em Tiradentes

O grupo Queima Filme é formado por dez cineastas. Surgiu em 1998 e, segundo Leandro HLB, um de seus criadores, tem como proposta a produção rápida, barata e em formato digital. Amanhã termina a 4ª Mostra de Cinema de Tiradentes e entre os destaques da programação está uma série de vídeos, chamada Manifesto Queima Filme, da qual fazem parte cinco trabalhos de jovens talentos mineiros membros do Queima Filme. "Nós criamos um selo que vai carimbar trabalhos independentes. Na verdade, não condenamos outras técnicas como o uso de película, mas queremos chamar a atenção para essa tecnologia", diz Leandro. Apesar de estar baseado nesta filosofia, não há restrições para a veiculação. "Os trabalhos são feitos para qualquer mídia que quiser veicular, é bem aberto". Os cinco filmes que serão exibidos amanhã foram finalizados com tecnologia digital.Para Leandro, esta série é uma compilação de trabalhos bastante diferentes. "É uma nova geração com boas idéias", afirma. Os vídeos a serem exibidos a partir de 17h, no Centro Cultural Yves Alves, são Maiorais, Só, Merreis, Bandeira 2 e Oxalá. Os dois últimos estréiam na mostra. Além de Leandro, fazem parte do grupo Armando Mendezz, Lucas Gontijo, Conrado Almada, Janaína Patrocínio e Macau. O cinema digital recebeu uma atenção especial da curadoria da mostra de Tiradentes. Além dos vídeos, houve uma palestra sobre o assunto, no dia 25, com a presença de profissionais do Estúdio Mega de São Paulo. O tema também esteve presentes nas discussões das mesas-redondas que ocorreram durante a semana.

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