Cinema digital desperta atenção

Empresas produtoras e exibidoras de cinema européias se reúnem nesta segunda-feira, em Amsterdã, na Holanda, durante o International Broadcasting Convention. Participa do evento o brasileiro Patrick Siaretta, diretor da Teleimage, proprietária das três salas de cinema digital existentes no Brasil, em São Paulo, no Rio e em Campinas, com planos de inaugurar brevemente em Brasília sua quarta sala. Cada sala tem um custo de US$ 300 mil.Segundo Siaretta, a Teleimage desenvolveu uma fórmula pela qual realiza todas as etapas do processo de transformação da película em arquivo digital e sua exibição em salas adequadas e por esse motivo ele foi convidado para ministrar uma palestra no evento. Segundo Siaretta, existe uma relação entre o formato digital do filme e a abertura de salas. Como pode haver filmes com vários formatos, uma sala digital só pode projetar filmes compatíveis com o seu sistema. Por isso, se a empresa que traduz o filme para digital é a mesma que abre as salas, a exibição é garantida. Esta, segundo Siaretta, foi a aposta da Teleimage. Este é, também segundo ele, o maior empecilho para abertura de salas digitais no mundo. Hoje, são cerca de 160 em todo o mundo. ?O desenvolvimento do nosso sistema levou quatro anos?, afirma o empresário. Os resultados parecem ser promissores. Já foram abertas três salas digitais no País, Neste mês a Teleimage inaugura em Brasília sua quarta sala. Cada sala tem um custo de US$ 300 mil. Para fazer frente à despesa, Siaretta arregimenta patrocinadores. No Rio e em São Paulo, a Intel é a patrocinadora; em Campinas, Intel e Gradiente. As empresas cobrem a maior parte dos custos e têm direito de associar seu nome à sala por um ano, além de nela realizar eventos. A fórmula comercial também chamou a atenção dos europeus.

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