Encrypta
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Cinema de Hugo Carvana chega às plataformas de streaming

Por décadas, Hugo Carvana espalhou seu sorriso pelo cinema brasileiro

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

30 de junho de 2020 | 05h00

Por décadas, Hugo Carvana espalhou seu sorriso pelo cinema brasileiro. Como ator, começou nos anos 1950, mas foi a partir de Os Cafajestes, de Ruy Guerra, de 1962, que se tornou frequente nos filmes de grandes autores do Cinema Novo. Tornou-se diretor, e atuou nos próprios filmes. Construiu sua obra em torno à figura do malandro, mas não o sexista, aproveitador. Seu malandro carregava uma finesse e uma picardia que remetiam a outro Rio, embalado na música de Chico Buarque, de Aldir Blanc. Para alegria geral, seis filmes de Hugo Carvana estão sendo lançados pela Encripta em streaming, nas plataformas Now, Looke e Vivo Play.

Vai Trabalhar Vagabundo

A estreia como diretor, melhor filme em Gramado, 1974. Dino sai da cadeia e reúne os amigos para tentar salvar a sinuca, ameaçada de fechar. Uma das grandes cenas do cinema brasileiro, o duelo de sinuca de Russo e Babalu. Paulo César Pereio e Nelson Xavier geniais e a beleza de Odete Lara, um clássico.

Se Segura Malandro

O malandro que tem uma rádio clandestina e dá voz à carência dos cariocas. O Brasil de 1978, sonhando que dias melhores viriam.

Bar Esperança

O último que fecha. O Brasil da anistia, os amigos que agora tentam salvar o bar. Marília Pêra e o próprio Carvana como o casal que não para de brigar. Ela foi melhor atriz em Gramado. Sílvia Bandeira, no auge, também venceu como coadjuvante. Kikito de melhor roteiro, uma joia de humor e um monte de gente querida e talentosa – Pereio, Antônio Pedro, Louise Cardoso, etc.

Vai Trabalhar Vagabundo 2 – A Volta

Dino, agora em Acapulco e procurado pela Interpol, aplica golpe numa gringa rica para voltar ao Brasil. Para driblar a polícia, finge-se de morto, com caixão e tudo. O Brasil de 1991. Carvana, Nelson Dantas, Antônio Pedro, Sílvia Bandeira, Andréa Beltrão, Wilson Grey, Odete Lara – os amigos.

Homem Nu

A crônica de Fernando Sabino, que já dera origem ao filme de Roberto Santos com Paulo José, de 1968, agora refilmada com Cláudio Marzo. O herói continua nu, mas quem se expõe é o País de 1997, que logo iria colocar Fernando Collor na presidência, com toda a confusão que se seguiu.

Apolônio Brasil – O Campeão da Alegria

No longa de 2003, a história do músico que deixa o cérebro como herança. Marco Nanini como Apolônio, José Lewgoy como cientista louco. O legado da alegria. Carvana fez mais três filmes. Morreu em 2014, aos 77 anos.
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