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Cinema de gênero inspira 'Playmobil - O Filme'

Cenários do filme de animação vão do velho oeste à cidade do futuro e são tão importantes quanto a trama principal

Guilherme Sobota, O Estado de S. Paulo

13 de dezembro de 2019 | 06h00

Boa parte de Playmobil - O Filme, primeiro longa do diretor americano Lino DiSalvo, já em cartaz em algumas salas brasileiras e com a estreia oficial marcada para a próxima quinta-feira, 19, diz respeito aos diferentes ambientes em que a ação do filme se passa. Do velho oeste ao mundo dos contos de fadas, da cidade do futuro à morada dos dinossauros, os ambientes em que os personagens transitam fazem tanto parte da história quanto a trama principal.

É o que pensa o diretor, que esteve no Brasil para a pré-estreia do longa - quase todo animação em três dimensões, à base de CGI, mas também com um início e uma conclusão com atores reais, sustentada pela atuação de Anya Taylor-Joy, protagonista de A Bruxa, de Robert Eggers. “Todos aqueles mundos diferentes, bem como a maneira com que a câmera se move e como as atuações ocorrem, funcionam especificamente para o desenrolar da história”, explicou DiSalvo. “Nas primeiras montagens do filme, os ‘pequenos mundos’ eram aleatórios, e o filme não funcionava. Quando descobrimos que cada uma delas deveria conversar diretamente com a personagem, afetar seu humor e suas decisões, a obra tomou forma.”

O diretor conta que pensou muito sobre Os Goonies durante a produção do filme, mas uma das ideias originais era se inspirar no cinema de gênero. “Por exemplo, para o personagem Rex Dasher minha base foi o James Bond de Roger Moore. O rei dos vikings é, para mim, Conan, O Bárbaro - quase conseguimos Schwarzenegger para fazer a voz. Eu quis fazer da fada-madrinha uma pessoa mais jovem, mas tem muito da Disney ali.”

Para ele, a principal diferença com os filmes de Lego - as comparações eram inevitáveis - é que Playmobil, o brinquedo, é sobre contar histórias, enquanto que o concorrente teria mais a ideia de construir.

Os personagens de Playmobil - O Filme são Marla (Taylor-Joy) e Charlie (Gabriel Bateman), que acabam transportados para o mundo de Playmobil. Os dois se separam e a irmã precisa passar pelos diversos cenários na busca pelo caçula.

Conhecida por seus papéis mais sombrios, Taylor-Joy aparece aqui num filme destinado a crianças de 5 a 12 anos. “Sempre soube que ela gostaria de participar de um musical, e a conheci durante a produção de Frozen”, explicou DiSalvo - ele trabalhou por 15 anos na Disney e foi o chefe de animação do filme. 

Pai de duas crianças que brincam com Playmobil, DiSalvo conta que tudo o que precisou fazer foi assistir aos filhos. “Queria falar às crianças, mas também fazer os pais aproveitaram a mensagem. Amo momentos emocionantes em filmes, amo filmes sobre famílias, e esse era o meu objetivo nesse projeto”, disse. O filme também marca o encerramento do ano em lançamentos de filmes para a família.

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