Cinema brasileiro ganha mercado em Berlim

E o novo cinema brasileiro marca presença na Berlinale. O Grupo Novo de Cinema, formado para divulgar e distribuir a produção nacional no exterior, surgiu há dez anos aqui mesmo em Berlim, quando o produtor Tarciso Vidigal veio mostrar O Menino Maluquinho, de Helvécio Ratton. Uma década mais tarde, o Grupo Novo tem cerca de 200 títulos, entre curtas e longas, no acervo. Diariamente, o estande brasileiro acolhe compradores de todo o mundo para uma happy hour à base de caipirinha. No domingo, com apoio da Ancine, do Ministério de Relações Exteriores, da RioFilme, da Secretaria do Audiovisual, da Lobocine e da Fiat, o Grupo Novo conseguiu colocar matéria de capa da revista Screen International. A publicação circula com edições diárias durante o festival, discutindo assuntos ligados à arte e à indústria do cinema. A capa de Screen, com a chamada ´Brazilian Cinema´, circulou com 14 fotos de filmes nacionais, incluindo Benjamin, Glauber - Labirinto do Brasil, À Margem da Imagem, O Signo do Caos e O Homem Que Copiava. Fala Tu, o documentário de Guilherme Coelho e Natanael Lecléry sobre rappers da periferia do Rio, já passou no Panorama. A sala não estava cheia, mas os aplausos foram calorosos e o debate, animado. Contra Todos, de Roberto Moreira, tem exibição hoje.Tarciso Vidigal, que criou o Grupo Novo de Cinema, anuncia que já fez bons negócios. Vendeu O Homem do Ano para o mercado americano e fechou, com a TV de Israel, um pacote de seis filmes. Entre eles O Invasor, Durval Discos e Dois Perdidos Numa Noite Suja, a versão recente, com direção de José Joffily.Veja galeria de fotos

Agencia Estado,

09 de fevereiro de 2004 | 17h09

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.