Cinema brasileiro ganha espaço na Suíça

O cinema brasileiro é destaque no Festival Internacional do Filme de Friburgo, aqui na Suíça, que tem até uma brasileira no júri. O filme de Sérgio Rezende, Quase Nada, disputa com outros 12 o prêmio de melhor longa-metragem. Fora da competição serão exibidos em uma mostra especial dois outros longas-metragens brasileiros: Domésticas, de Fernando Meireles e Nando Olival e Tônica Dominante, de Lina Chamie. O Festival de Friburgo escolheu também alguns filmes clássicos da cinematografia brasileira, apresentados na seção Cinema Latino-Americano em Ruptura. É o caso dos filmes Barravento, de Gláuber Rocha; Cafajestes, de Ruy Guerra; Rio 40 Graus, de Nelson Pereira dos Santos; Limite, filme feito em 1930 por Mario Peixoto; Aruanda, de Linduarte Noronha; Cabra Marcado para Morrer, de Eduardo Coutinho e o filme de Tetê Moraes, O Sonho de Rose. Há ainda o curta-metragem Os Romeiros da Guia, de João Ramiro Melo e Vladimir Carvalho. No júri, está Silvia Oroz, diretora do projeto de restauração dos filmes mudos, junto à Unesco e que colaborou com diversos cineastas brasileiros, entre eles Nelson Pereira dos Santos. O argentino Eliseo Subiela mostra em Friburgo seu último filme, As Aventuras de Deus. Embora com 32 anos de realização, o festival mostra um dos primeiros filmes dos argentinos Fernando Solanas, com Octavio Getino, filme da época do engajamento político, La Hora des los Hornos, também definido como cinema-guerrilha, que apelava para a violência como única maneira de instaurar governos populares. Da mesma época, o filme do falecido cineasta cubano Tomas Gutierrez Alea, Memórias do Subdesenvolvimento.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.