CineCeará começa com "Suíte Havana"

O longa do cubano Fernando Perez, Suíte Havana, abre hoje, em Fortaleza, a 14.ª edição do CineCeará, promovendo a estréia do filme no Brasil. O público verá, em primeira mão, o melhor filme realizado na ilha caribenha desde Morango e Chocolate (1994), de Alea e Tabío. Este ano, a mostra competitiva não repetirá os longas mostrados em seu concorrente mais próximo, o Festival de Cinema do Recife. A comissão selecionou cinco títulos, dois deles inéditos: O Quinze, baseado no romance de Rachel de Queiroz, e Dom Helder Câmara, o Santo Rebelde, de Erika Bauer. Os outros três concorrentes são O Risco - Lúcio Costa e a Utopia Moderna, de Geraldo Motta Filho; Lost Zweig, de Sylvio Back, e Noite de São João, de Sérgio Silva. Além de apostar em filmes inéditos no circuito de festivais do Nordeste, o CineCeará investe em outra de suas propostas: abrir espaço para produções de todo o território nacional e não só do eixo Rio-São Paulo. Dois importantes centros regionais de produção (Rio Grande do Sul e Distrito Federal) se fazem representar. O primeiro, com o ficcional Noite de São João. O segundo, com o documentário Dom Helder. É também brasiliense o filme da noite de encerramento, Conspiração do Silêncio, sobre a Guerrilha do Araguaia, longa de estréia de Ronaldo Duque. O grande trunfo do CineCeará é a homenagem que fará a Fernando Perez, o maior cineasta cubano vivo. Desde a morte de Tomás Gutierrez Alea (1928-1996), ele é o único realizador cubano a conseguir boas críticas e prestígio em festivais internacionais.

Agencia Estado,

23 de junho de 2004 | 11h35

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