Lightstorm Entertainment/Social Media via REUTERS
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Cineastas voltam a trabalhar na Nova Zelândia após coronavírus

James Cameron já está no país produzindo a sequência de 'Avatar'

Praveen Menon, Reuters

08 de junho de 2020 | 19h22

WELLINGTON — A capital da Nova Zelândia ganhou um ânimo extra na semana passada, com a chegada do diretor de Hollywood James Cameron e sua equipe ao país para filmar a sequência muito aguardada do épico de ficção científica Avatar.

O filme faz parte de um punhado de produções que estão começando na Nova Zelândia agora que a nação começa a reabrir depois de conter o novo coronavírus, e o país espera que a indústria cinematográfica dê um impulso à sua economia abalada.

As fronteiras neozelandesas continuam fechadas para estrangeiros, mas o governo deu uma permissão especial para os 55 membros da equipe que trabalha na continuação de Avatar chegarem em um voo fretado.

“Certamente, o fato de podermos começar mais cedo do que alguns países é ótimo, embora seja angustiante ver que a pandemia ainda é um desafio tão grande em todo o mundo”, disse Annabelle Sheehan, executiva-chefe da Comissão de Cinema da Nova Zelândia.

As montanhas, prados e florestas do país, que ganharam notoriedade na trilogia Senhor dos Anéis, atraíram várias grandes produções cinematográficas nos últimos anos.

Cerca de 47 delas estavam em andamento quando a primeira-ministra, Jacinda Ardern, impôs um isolamento rígido no dia 26 de março para conter a disseminação do coronavírus.

A medida foi um grande sucesso, e o vírus foi quase eliminado da Nova Zelândia, que pode estar entre os primeiros países do mundo a voltar ao normal nesta semana, exceto pelas divisas fechadas.

Jon Landau, produtor de Avatar, publicou uma foto de si mesmo e do diretor Cameron depois de pousarem na semana passada e disse que eles se isolarão durante 14 dias, de acordo com as regras do governo.

“Seu país se tornou um líder em como lidar com algo assim, e acho que filmes desejarão vir”, disse Landau em uma entrevista à Rádio Nova Zelândia, referindo-se à campanha contra o coronavírus.

Como pessoas de todo o mundo estão confinadas em casa, a pressão para cineastas e outros criadores de conteúdos criarem novos materiais e lançá-los é grande.

Mas o que os impede é a falta de locais seguros para trabalhar, dizem especialistas da indústria. Agora a Nova Zelândia é uma opção.

“Tivemos algumas sondagens internacionais, e isso se deve à nossa condição de livres da Covid”, contou Gary Watkins, executivo-chefe do Avalon Studios, que se localiza em Wellington, e foi usado para a filmagem de A Vigilante do Amanhã, de 2017, estrelado por Scarlett Johansson, e que também contribuirá com o novo Avatar.

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