Sara K. Schwittek/Reuters
Sara K. Schwittek/Reuters

Cineastas adotam abordagens diferentes no 20º aniversário do 11 de Setembro

Além de 'Worth', da Netflix, documentários de Spike Lee e Steven Rosenbaum falam sobre os atentados de 2001

Alicia Powell e Andrew Hofstetter, Reuters

05 de setembro de 2021 | 13h00

Uma variedade de filmes e séries de televisão novos estão sendo lançados na véspera do 20º aniversário dos ataques de 11 de setembro de 2001, adotando abordagens diferentes no momento em que os Estados Unidos refletem sobre o dia que mudou tudo.

Um dos projetos mais destacados é Worth, filme da Netflix que conta a história do conciliador Kenneth Feinberg, interpretado por Michael Keaton, que foi encarregado de desenvolver e administrar o Fundo de Indenização das Vitimas do 11 de Setembro.

"Você conversa com algumas pessoas, você faz a investigação, sabe, a investigação exigida. E é uma experiência muito instrutiva e muito emotiva", disse Keaton.

Steven Rosenbaum, codiretor do documentário The Outsider, disse que seu filme é diferente de outros que sairão neste ano. "Achamos que a América merece uma conversa livre, aberta e honesta sobre o 11 de Setembro, e achamos que não tivemos isso", disse.

O filme de Rosenbaum é um olhar íntimo sobre a criação do Memorial & Museu 11/9 e sobre desavenças entre a equipe a respeito de como ele recontou o que aconteceu. O museu pediu cortes em algumas cenas, o que os cineastas não aceitaram.

"Deixamos claro aos cineastas que estávamos decepcionados com muitas de suas decisões, que achamos serem desrespeitosas com as vítimas e suas famílias", disse a porta-voz Lee Cochran.

O cineasta Spike Lee também foi criticado por NYC Epicenters 9/11-2021½, sua nova série documental da HBO Max. O jornal New York Times noticiou que ele incluiu teóricos de conspiração no filme e os retirou da edição final devido à revolta que causou.

 

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