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Cineasta Spike Lee defende filme que planeja fazer sobre violência em Chicago

Diretor não quis falar sobre suposto título do longa, 'Chirac', mistura de Chicago com Iraq, em inglês

Mary Wisniewski, Reuters

14 de maio de 2015 | 17h09

O diretor de cinema Spike Lee, conhecido por filmes que abordam questões raciais com franqueza, foi a Chicago nesta quinta, 14, para defender o filme que planeja fazer sobre a cidade depois que seu suposto título, “Chiraq” – gíria de rua que faz um trocadilho com Chicago e Iraq (Iraque, em inglês) – foi criticado por políticos locais.

Falando em uma igreja do bairro de South Side e cercado de mães afro-americanas portando fotos de crianças mortas em episódios de violência urbana, Lee disse que os artistas mostram um espelho da sociedade e não temem dizer a verdade. “Temos que deter esta loucura”, afirmou. “Isto é insano.” 

Ele declarou que pessoas que desconhecem o assunto vêm expressando opiniões sobre o filme. Lee se referiu ao “assim chamado título” da produção, mas não esclareceu se ele se chamará “Chiraq” e não respondeu às perguntas.

O prefeito de Chicago, Rahm Emanuel, o senador Dick Durbin e o assessor do prefeito, Anthony Beale, demonstraram preocupação com o título, que Beale considerou um insulto.

Chicago teve 407 assassinatos em 2014, bem mais que os 328 registrados em Nova York, uma metrópole bem maior. Há tempos a cidade mais populosa do Estado do Illinois vem lutando contra sua reputação de violenta, reforçada pela mitologia a respeito do gângster Al Capone nos tempos da Lei Seca.

Lee declarou não estar preocupado com a política ou o turismo de Chicago. “A questão não é Chicago perder negócios”, ressaltou o cineasta.

Referindo-se às mães em luto ao seu redor, Spike Lee afirmou: “Ninguém aqui quer ser membro deste clube”. Ele citou reportagens segundo as quais 14 pessoas foram feridas a tiros na cidade um dia antes, e três morreram.

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