Mikhail Metzel/AP
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Cineasta russo se diz 'surpreso' ao ver seu filme em Cannes

Diretor de 'Utomlyonnye Solntsem 2' (Queimados pelo Sol 2) diz ter feito clássico sobre a 2.ª Guerra

12 de maio de 2010 | 18h08

MOSCOU - O cineasta russo Nikita Mikhalkov se mostrou hoje "surpreso" com a seleção de seu filme "Utomlyonnye solntsem 2" ("Queimados pelo Sol 2", na tradução livre) para a seção oficial do Festival de Cannes.

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"Para mim foi uma surpresa o filme ter entrado na competição em Cannes. Estou convencido de que o filme fará sucesso. Há coisas que precisam ser repensadas", disse Mikhalkov em entrevista coletiva, segundo agências russas.

 

O diretor reconheceu que "era excepcionalmente importante que o filme ficasse entre os 15 do concurso do festival mais importante do mundo".

 

Mikhalkov disse ter tentado fazer um filme clássico sobre a 2.ª Guerra Mundial, em uma época "na qual se perdeu o grande estilo e do cinema autoral".

 

O diretor russo respondeu aos críticos de cinema de seu país, que foram muito duros tanto com seu filme quanto com as tentativas de Mijalkov de tentar ensinar sobre a história da Rússia.

 

"Para mim a crítica de cinema morreu e está enterrada", disse.

 

Mikhalkov acusou os críticos de dedicarem suas energias aos ataques pessoais contra ele, por sua privilegiada relação com o Kremlin, e também contra seu pai, Serguei Mikhalkov, autor do hino soviético e russo.

 

O diretor negou que o filme seja uma ode a Stalin, ao assegurar que "Queimados pelo Sol 2" é uma crítica contra práticas stalinistas.

 

Apesar da grande divulgação e de sua estreia no Kremlin, o filme arrecadou apenas US$ 7 milhões em suas primeiras quatro semanas de exibição, um valor baixo para uma produção que custou US$ 55 milhões.

 

Mikhalkov confessou ter se encorajado a filmar a segunda parte do filme depois de ver "O Resgate do Soldado Ryan", de Steven Spielberg, na qual todos os méritos da vitória na 2.ª Guerra Mundial são atribuídos aos americanos.

 

O cineasta assegura que menosprezar o papel da União Soviética na vitória sobre a Alemanha nazista é "injusto".

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