Diretor Keywan Marimi (à esquerda). Foto: Sajad Vasiresh via AP
Diretor Keywan Marimi (à esquerda). Foto: Sajad Vasiresh via AP

Cineasta iraniano é condenado a seis anos de prisão e a 223 chibatadas

Condenação de Keywan Karimi segue o modelo de outras punições a artistas e jornalistas no Irã

AP

14 Outubro 2015 | 14h24

DUBAI - Um premiado cineasta iraniano cujo trabalho é focado nas agruras da vida moderna e na expressão política na República Islâmica foi condenado a seis anos de prisão e 223 chibatadas por causa de seus filmes.

A condenação de Keywan Karimi segue o modelo de outras punições a artistas e jornalistas no Irã, mesmo no momento em que um governo moderado começa a debater com o Ocidente seu controvérsio programa nuclear.

"Eu não sei o que aconteceu para que eu tenha que ir à prisão por seis anos", disse Karimi à AP. "Eu falo sobre o governo, sobre a sociedade, sobre grafite, sobre trabalhadores."

"Veja os meus filmes... e (só então) me julgue", ironizou o cineasta.

Karimi e seu advogado disseram que uma corte sentenciou o artista, acusando-o de "insultar santidades" do Irã, cujo governo eleito é supervisionado pelo Aiatolá Ali Khamenei.

Foram julgadas filmagens de um videoclip e do filme Writing on the City, que foca no grafite político no Irã desde a Revolução Islâmica de 1979 até a recente eleição no país.

Ele vai recorrer da decisão, e permanece em liberdade.

Karimi é mais conhecido pelo seu filme minimalista em preto e branco The Adventure of the Married Couple, curta baseado em um conto de Italo Calvino.

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