Cineasta cubano Humberto Solás lamenta falta de apoio oficial

O cineasta cubano Humberto Solás disseque seu projeto mais recente, o filme "Guanajay", foi excluídopelo segundo ano seguido dos apoios financeiros estatais devidoà "burocracia conservadora" do país. A versão oficial, noentanto, é que "não há dinheiro". Solás, conhecido por filmes de baixo orçamento como "Lucía"(1968) e "Barrio Cuba" (2005), sobre os duros aspectos darealidade social da ilha, descreveu "Guanajay" como um filmesobre o cotidiano. "É o segundo ano que este projeto é excluído. É algocurioso e estranho que não consigo entender", disse à Reuterspor telefone. Um comunicado do Festival de Cinema Pobre, criado porSolás, disse que a culpa é da "burocracia conservadora" dentrodo Instituto Cubano de Arte e Indústria Cinematográfica(Icaic). O Icaic, segundo o comunicado do festival, nega apoio afilmes como "Guanajay" enquanto financia "obras custosas dequestionável valor artístico". Solás calcula que seu filme teria um orçamento de entre65.000 e 75.000 dólares, cerca de 10 vezes menor que qualquerlonga independente na América Latina. "É um testemunho muito sincero sobre o presente na ilha eem Havana", explicou o diretor. Ele afirmou que irá rodar "Guanajay" em 2008 com ou semapoio das estruturas oficiais. Solás lançou em 2003 o Festival de Cinema Pobre, um espaçopara o cinema de baixo orçamento inspirado, segundo ele, noFestival de Cinema de Sundance, do ator e diretornorte-americano Robert Redford. (Por Esteban Israel)

REUTERS

07 de dezembro de 2014 | 15h06

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