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Cineasta brasileiro é premiado em Veneza e critica Bolsonaro

'Deserto Particular', de Aly Muritiba, faturou o prêmio do público nas Jornadas dos Autores

ANSA, Agências

11 de setembro de 2021 | 12h40

O filme Deserto Particular, do cineasta brasileiro Aly Muritiba, foi premiado em uma mostra paralela do Festival de Veneza, que termina neste sábado, 11.

Com 62,6% dos votos, o longa faturou o prêmio do público nas Jornadas dos Autores, competição organizada por associações de cineastas italianos e inspirada na Quinzena dos Realizadores de Cannes.

Deserto Particular conta a história de Daniel, um policial exemplar de Curitiba que acaba colocando sua carreira em risco ao cometer um erro. Quando Sara, a mulher com quem mantém uma relação virtual, para de responder suas mensagens, ele decide viajar ao Nordeste para procurá-la.

Em comunicado divulgado após a premiação, Muritiba disse que seu filme é sobre "encontros" e aproveitou para criticar o presidente Jair Bolsonaro. "Desde 2016, com o golpe que tirou do poder uma presidenta democraticamente eleita, minha geração, formada depois da ditadura militar, enfrenta o momento mais dramático de sua existência", disse.

Segundo o cineasta, o Brasil mergulhou em uma "espiral de ódio que culminou com a ascensão de um fascista como presidente".

"Depois da eleição de Bolsonaro, todas as minorias passaram a ser sistematicamente perseguidas. Essa época de ódio me motivou quando decidi sobre o que seria meu próximo filme. Faria uma obra sobre encontros. Nesse momento de ódio, resolvi fazer um filme sobre o amor", acrescentou.

 

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