Svensk Filmindustri
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Cinco filmes essenciais para entender Ingmar Bergman

Em seu centenário, diretor ganha diversas homenagens

AFP

14 de julho de 2018 | 12h04

Há 100 anos, em 14 de julho, nascia Ingmar Bergman, o famoso cineasta sueco de obras muitas vezes de difícil compreensão, mas muito celebradas por fãs e críticos, e que continua fascinando e chocando o público.

Com cerca de 60 filmes assinados, incluindo muitos que se tornam clássicos do gênero psicológico, a filmografia de Ingmar Bergman destaca seu estilo e sua coerência temática.

** No centenário de Ingmar Bergman, obra do diretor é relembrada com mostras e filmes

Veja cinco obras-chaves de uma carreira de seis décadas que marcou a história do cinema e influenciou gerações de cineastas.

O Sétimo Selo (1957)

A obra-prima de Bergman, que se passa durante as Cruzadas, contém uma das cenas icônicas de sua filmografia: um cavaleiro jogando xadrez com a morte. Ela resume as principais preocupações do filme - e de Bergman: como a fé resiste frente ao mal e a miséria humana? Vencedor de um prêmio em Cannes e muito rapidamente considerado um clássico da arte e da experimentação, "O Sétimo Selo" também foi um sucesso entre os espectadores da época e é o tema de muitas paródias. Cinquenta anos depois, The Guardian considerou-o "uma referência irrepreensível em matéria de seriedade artística e moral". A cena da morte também é emblemática e reproduzida das mais diferentes formas e em obras de diversos gêneros.

Persona (1966)

Duas mulheres, 84 minutos de close-ups quase constantes e uma metamorfose das duas faces: Bergman permite progredir a intensidade psicológica de seu misterioso drama, situado em um chalé isolado na ilha de Fårö. Explorando a relação entre uma atriz que ficou muda e sua enfermeira, o filme lindamente filmado questiona os fundamentos instáveis da identidade.

Cenas de um Casamento (1973)

Bergman foi um dos poucos diretores de sua geração que conseguiu passar do cinema para a televisão, especialmente com essa série de seis episódios, de baixo orçamento, explorando os obstáculos e tribulações conjugais de um casal que atravessa um divórcio prolongado, desencadeado por uma infidelidade. Bergman se inspirou em seu próprio relacionamento atormentado com Liv Ullmann, que interpreta a esposa na série. A série de Bergman é "a mais verdadeira e mais brilhante história de amor já filmada" e gira em torno de um de seus temas clássicos: a comunicação entre indivíduos, escreveu em 1974 o famoso crítico de cinema americano Roger Ebert no Chicago Sun-Times.

Fanny e Alexander (1982)

Este conto épico, em grande parte autobiográfico e principalmente filmado em Uppsala, narra a vida de um irmão e uma irmã, desde a infância até a velhice, passando pelo casamento. Filmado pelo diretor de fotografia de longa data de Bergman, Sven Nykvist, este suntuoso épico familiar foi comparado aos romances de Dickens e ganhou quatro Oscars, incluindo o de melhor filme estrangeiro. A versão em tela grande de três horas foi montada a partir de um telefilme de cinco horas. Em uma pesquisa realizada em 2002 pela revista britânica Sight and Sound com diretores e críticos mundiais, Fanny e Alexander ficou em terceiro lugar entre os melhores filmes dos 25 anos anteriores, atrás de Apocalypse Now e Raging Bull.

Saraband (2003)

Após uma pausa de quase 20 anos, Bergman retorna pela última vez com esta continuação de "Cenas de um Casamento", explorando as dolorosas lições de vida, os fracassos da parentalidade ao egoísmo que atravessam as relações humanas.


 

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