"Chicago" mostra a cidade que dança

Chicago, que estréia hoje nos cinemas nacionais, leva para as telas toda a magia dos anos 20, quando a cidade era a mais fervilhante dos Estados Unidos e concentrava os melhores cassinos, cabarés e os grandes mafiosos. Dirigido pelo diretor Rob Marshall - estreante no cinema mas experiente em musicais -, o filme é baseado no musical escrito originalmente em 1926 pela jornalista Maurine Dallas Watkins e mostrado no palco em sua versão mais famosa adaptada pelo coreógrafo Bob Fosse, em 1975, quando estreou na Broadway. Estrelado não por dançarinos e cantores profissionais, mas por grandes nomes de Hollywood, e apesar das adaptações feitas nas coreografias tanto para acomodação às câmeras quanto pela limitação do elenco, o longa agradou ao público e aos críticos americanos. É um dos principais concorrentes ao Oscar, reunindo 13 indicações em 12 categorias - incluindo melhor filme, direção e roteiro adaptado. "É um grande espetáculo sobre a perversidade da fama e quem escolhemos para festejá-la", comenta o diretor. Chicago tem uma história atemporal de intrigas, ambição, amor e rivalidade realçada pelas canções de John Kander e Fred Ebb - que foram mantidas do original da Broadway. Logo no início do filme, Renée Zellweger, que interpreta a aspirante a dançarina Roxie Hart, mata o amante que a levou para a cama com a promessa de impulsionar sua carreira no showbiz. Catherine Zeta-Jones, uma artista veterana já em decadência, e que a dançarina Roxie idolatra, também vai presa, acusada de matar a irmã e o marido depois de flagrá-los em adultério. As duas se conhecem na prisão, onde elas passam quase todo o filme - quase todos os números musicais acontecem na imaginação de Roxie. Richard Gere interpreta Billy Flynn, um advogado de porta de cadeia ambicioso e de caráter duvidoso que promete tirar Roxie de lá. Outro grande nome no elenco é John C. Reilly, que vive o o marido manso de Renée.

Agencia Estado,

07 de março de 2003 | 13h35

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