Chega aos cinemas o novo Woody Allen

Chega hoje aos cinemas de São Paulo o 33º filme de Woody Allen, Dirigindo no Escuro (Hollywood Ending). É mais uma das comédias de Allen em que o diretor escancara suas obsessões em favor de uma enorme gozação, desta vez com a indústria do cinema. Neste novo filme, Allen é Val Waxman, um cineasta fracassado. Sua ex-mulher, Ellie (Tea Leoni) está com um poderoso produtor de filmes e com isso surge uma chance para o personagem de Allen. A volta por cima do diretor Waxman é feita com um filme noir de grande orçamento chamado The City Never Sleeps. Tudo vai bem até que um acidente psicológico acomete Waxman durante as filmagens. Sem opção senão prosseguir com a realização de seu filme, Waxman dirige as cenas, mas o resultados não saem como se imagina. E o que vai por baixo da superfície da trama é uma enorme gozação sobre a indústria cinematográfica americana. Mas não se pense que a brincadeira fica restrita aos grandes estúdios: o cinema dito de arte e a crítica dita especializada também entram na mira do ferino Woody Allen.Vale lembrar que o filme é produzido por Steven Spielberg e sua poderosa DreamWorks. Mas Alle, como cineasta, não deve ter o menor compormiso com a gratidão nem mesmo com quem torna seus filmes possíveis. Põe na roda até mesmo quem o sustenta, aplaude e o acha um gênio. É o que se espera dele.Dirigindo no Escuro é mais um filme a entrar no grupo dos que criticam a indústria do cinema. Como Crepúsculo dos Deuses, de Billy Wilder, e O Jogador, de Robert Altman, o novo Woody Allen mostra as mesquinharias, os golpes baixos e a enorme pirâmide de egos de que é feita a indústria do cinema. Tudo aquilo as revistas de celebridades e a festa do Oscar lutam para esconder.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.