MOSTRA DE CINEMA CHINÊS DE SP
MOSTRA DE CINEMA CHINÊS DE SP

Centro Cultural São Paulo põe foco no novo cinema chinês

Na 4ª edição da Mostra serão exibidos 12 longas, com destaque para a obra de Qiao Liang, que vem à cidade

Luiz Zanin Oricchio, O Estado de S.Paulo

02 Outubro 2018 | 06h00

Ave Rara, de Qiao Liang, abre nesta quinta, 4, no CCSP (Centro Cultural São Paulo), a 4.ª Mostra do Cinema Chinês de São Paulo. O festival segue até dia 14, exibindo um total de 12 filmes que dificilmente chegariam ao circuito comercial. 

A começar por este Ave Rara, vencedor do Festival de Moscou de 2017. Nele, encontramos algumas características às quais já nos acostumamos em relação ao cinema feito na China – grande apuro técnico e visual, roteiro caprichado e interpretações refinadas. 

A história é a de um jornalista que trabalha em Pequim e regressa à sua cidade natal para fazer uma reportagem sobre um pássaro raro que apareceu na região. Seu trabalho investigativo, porém, o leva a ameaçar uma fábrica que dá emprego aos habitantes, mas polui a região. Esta é uma contradição entre outras, que enreda a trajetória do repórter através de antigas relações familiares e de amizade. Um filme bastante consistente, e encantador do ponto de vista visual. O desenvolvimento acelerado da China tem levado seus artistas a se preocupar com a questão ambiental: basta checar a obra do mais famoso deles, Jia Zhang-ke, para notar a recorrência do tema. 

No entanto, desta vez, a estrela é Qiao Liang, que vem a São Paulo e apresenta uma retrospectiva de seus filmes. Além de Ave Rara, serão apresentados os longas Voar, Keeling e A Ex-Mulher. Após a exibição deste último, no sábado às 15h, haverá debate com o diretor. 

Outro cineasta que ganha retrospectiva é Liu Julie, com os títulos Esconde-Esconde, A Montanha Nevada, Juventude e De Lan. Vencedor do Festival de Xangai, De Lan conta a história de um rumoroso caso de amor entre um jovem da etnia han e uma mulher tibetana casada. 

Completa a mostra um Panorama da Mongólia Interior, região autônoma da China, através da obra da nova geração. Entre os títulos programados, Besta Velha, de Zhou Ziyang, A Ira do Silêncio, de Xin Yukun, Dizer Adeus, de Degena Yun, além do documentário Da San, de Tong Jiasheng. A mostra tem curadoria de Wang Yao, da Academia de Cinema de Pequim, e é uma realização do Instituto Confúcio na Unesp. Ingressos para filmes e debates são gratuitos. 

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