CCBB revê a obra de Antônio Calmon

Há alguns anos, Antônio Calmon cogitou sua volta à direção. Queria adaptar o romance Meu Tio Atahualpa. O filme seria produzido por Luiz Carlos Barreto. A produção emperrou, Calmon terminou desistindo. "O cinema é um ciclo que encerrei", diz numa conversa por telefone, do Rio. Calmon estará hoje em São Paulo. Vem abrir, no Centro Cultural Banco do Brasil, uma retrospectiva que vai exibir sua obra completa: 12 filmes e seis episódios das séries que ajudou a formatar (Armação Ilimitada, A Justiceira e Mulher). "Estou me sentindo como um daqueles velhinhos que a academia homenageia com um Oscar especial", ele diz. A diferença é que essas homenagens costumam ser reconhecimentos tardios e até póstumos. Calmon está vivíssimo. Parou com o cinema porque descobriu, na televisão, a mídia ideal para se expressar. "Gosto de ser um artista engajado num processo industrial." Na Globo, é o dono do horário das sete. Agora mesmo, faz sucesso com a novela O Beijo do Vampiro, programada para terminar no dia 1º. O texto já está finalizado, os capítulos gravados, mas a Globo quer que ele fique de sobreaviso. A qualquer momento poderá ser chamado para ajudar a resolver ajustes de montagem. Por conta disso, Calmon participa hoje da abertura do evento no CCBB, conversa com o público sobre sua atividade no cinema e na TV e amanhã mesmo volta para o Rio. Mas promete: "Sou capaz de me dar ao luxo de pegar o avião para rever alguns dos filmes que não vejo há muito tempo." Admite que, como criador, é um pai desnaturado. Põe os filmes, séries e novelas no mundo e deixa que sigam seu caminho. Não é daqueles que cultivam a própria obra.Leia mais no site do Estado

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