"Cazuza, o Tempo não Pára" abre o 11.º CineSul

O cinema latino-americano, o mais recente e alternativo e o clássico, vai passar no Rio, a partir de hoje, na 11.ª edição do CineSul (www.cinesul.com.br). São 11 mostras com 158 títulos que se espalham pelo Centro Cultural Banco do Brasil, o Espaço Cultural Correios e o Museu de Arte Moderna. A partir do dia 29, parte do festival vai para o CCBB de Brasília. São Paulo ficou de fora desta vez porque os organizadores não captaram o R$ 1,2 milhão orçado para as três cidades. "O CineSul só ocorre este ano pelo apoio de prestadoras de serviço e dos governos latinos", diz a coordenadora do evento, Ângela José.No Rio, são esperadas 15 mil pessoas, na maioria, estudantes universitários interessados em conhecer nosso continente, alunos de espanhol e aposentados. "Eles são uma das causas das quatro mostras dedicadas ao passado: Clássicos Mexicanos, Musas Latinas, CineSul Retrô e Nosostros La Música: Cuba. Os filmes inéditos foram para a competição", diz. Para ela, o público de Brasília, onde o festival chega pela primeira vez, é uma incógnita. "Mas o Festival de Cinema de lá e o Anima Mundi nos deixam otimistas."O novíssimo Cazuza, o Tempo não Pára, de Sandra Werneck e Walter Carvalho, abre oficialmente o evento amanhã, com show de Daniel de Oliveira, que encarna o compositor, mas estão previstos clássicos, como o brasileiro É Proibido Beijar, estrelado por uma Tônia Carrero deslumbrante, e o argentino La Cavalgata del Circo, com Liberdad Lamarque e Eva Duarte (que depois viraria Evita Peron). O cinema censurado pelas ditaduras será revisto na mostra Roteiros da Intolerância e haverá também uma oficina de trilha sonora, coordenada por Davi Tygel, com inscrições a parte.

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