Catherine Zeta-Jones fala sobre novo filme

Doze Homens e Outro Segredo é a seqüência de Onze Homens e Um Segredo, que Steven Soderbergh, a pedido de George Clooney, adaptou do velho filme de Lewis Milestone com Frank Sinatra e sua turma (Dean Martin, Peter Lawford, Sammy Davis Jr.), de 1960. Doze Homens está previsto para estrear no Natal, em 200 salas de todo o País. O elenco estelar da seqüência - George Clooney, Matt Damon, Don Cheaddle, Bernie Mac, Brad Pitt, Andy Garcia e Julia Roberts, foi reforçado por Catherine Zeta-Jones. "Ela achou que havia sido contratada para fazer um filme e teria de trabalhar. Demorou um pouco para perceber que a gente só queria se divertir." Quem disse isso foi Brad Pitt e "ela" era Catherine. Está mais bela, ainda, do que em filmes como Armadilha, de Jon Amiel, com Sean Connery, e A Máscara do Zorro, de Martin Campbell, com Antonio Banderas. O que impressiona em Catherine é o ar triunfante, de quem está no auge. Por isso mesmo, surpreende vê-la confessar qual é seu problema - é a insegurança. "Sou muito insegura, em casa, no trabalho, na vida. Meus primeiros dias no set são sempre um desastre, para mim, pelo menos. Fico sempre em dúvida se estou fazendo as coisas direito." Eles - Catherine usa o plural. Não se refere só ao diretor Soderbergh, mas a George, a Brad. "Eles formam uma turma. George é um grande aglutinador. Estou muito feliz de haver-me juntado ao bando." Ela usa a mesma definição - Rat Pack - que a imprensa, há 40 e tantos anos, aplicava para Frank Sinatra e seus amigos. Catherine é a recém-chegada ao clã dos maiorais. Em Doze Homens e Outro Segredo, faz a policial que caça Brad Pitt - e consegue colocá-lo atrás das grades. É melhor não antecipar nada senão o filme perde a graça e Doze Homens, na verdade, não é outro segredo, mas outra piada. Todo interesse do espetáculo repousa nos twists, como os americanos chamam as reviravoltas que tornam os roteiros mirabolantes.A filmagem foi um sonho. "Filmamos em Roma, que é uma das cidades mais belas do mundo. Massa, vinho, bons amigos. O que mais você pode querer?" Também houve filmagens em estúdio, em Los Angeles. Catherine jamais fala o nome de Michael Douglas. Refere-se a ele como "meu marido". O marido perguntava de manhã, quando ela saía para as filmagens, ou à noite, quando regressava - "Como foi seu dia hoje, querida? O que você fez?" Ela respondia - "Nada especial, só beijei o Brad." E acrescentava, maliciosa - "Alguém tem de fazer o sacrifício. Acreditem, fui muito bem paga." Acaba de fazer outra seqüência - e, desta vez, ela estava no original. É a de A Máscara do Zorro, de novo com Antonio Banderas. "Antonio é o perfeito latin lover e filmamos no México, que é outro país fascinante, com muita cor, muito som, muito ritmo." Brad, Banderas - como é estar nos braços desses homens? Catherine Zeta-Jones chega a balançar? "É só trabalho e, depois, quando você beija na tela, tem sempre 200 pessoas olhando no set. Não tem clima."E Soderbergh? "Meu marido e eu já havíamos trabalhado com Steven em Traffic. É um grande diretor. Steven transita entre as influências de Hollywood e do cinema independente. É muito interessante trabalhar com um diretor que não renega suas origens e se mantém fiel a técnicas e idéias de um cinema mais autoral. Steven dá uma liberdade muito grande para a gente no set. Ele espera, mesmo, poder incorporar aquilo que o clima entre os atores vai lhe fornecer. Uma cena com Steven nunca é só o que está previsto no roteiro. É o roteiro mais o set. Talvez isso tenha a ver com o fato de que, entre todos os diretores com quem já trabalhei, ele é o único que opera pessoalmente a câmera. E uma câmera na mão do próprio diretor faz uma diferença enorme para o ator."

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