Cate Blanchett quer interpretar uma vilã de verdade

O papel como uma colaboradora dos nazistas no suspense noir de pós-guerra O Segredo de Berlim, de Steven Soderbergh, abriu o apetite da atriz Cate Blanchett para interpretar uma vilã."Tive um gostinho de atuar como uma mulher meio má em O Segredo de Berlim, disse a atriz australiana em entrevista à Reuters. "Agora gostaria de interpretar uma vilã de verdade."Blanchett, 37, atuou como a trágica Lena Brandt, ao lado de George Clooney e Tobey Maguire, no filme em preto-e-branco sobre a traição em uma Berlim destruída em 1945.Sua personagem ajuda os nazistas durante a Guerra para evitar a deportação, e depois é forçada a se tornar prostituta a fim de sobreviver durante a ocupação norte-americana e russa da capital alemã."Ela é uma heroína noir, que, por definição, é misteriosa e indecifrável, perigosa e indigna de confiança", disse Blanchett."Acho que é fácil demais falar que nunca teríamos feito aquilo", disse ela, referindo-se à colaboração de Lena com os nazistas. "Todos esperamos nunca ter feito aquilo. É repreensível. Mas você nunca sabe o que vai fazer."Blanchett estrelou em três filmes lançados para a temporada do Oscar 2007: O Segredo de Berlim, Babel, e Notas Sobre um Escândalo, com Judi Dench. Ela recebeu uma indicação ao Oscar por este último. Reduzindo a marchaEla disputará a estatueta de melhor atriz coadjuvante com quatro atrizes relativamente desconhecidas, incluindo duas colegas de Babel, como também Abigail Breslin, de apenas 10 anos de idade, que concorre por Pequena Miss Sunshine. A favorita é a novata Jennifer Hudson, por Dreamgirls."Pode-se dizer que, se você já ganhou um prêmio da Academia, é um pouco de cobiça esperar mais", disse Blanchett, que ganhou seu Oscar há dois anos por sua atuação como Katharine Hepburn em O Aviador, de Martin Scorsese.Depois de trabalhar incessantemente na década passada, emergindo como uma das atrizes mais respeitadas e versáteis de Hollywood, Blanchett, mãe de dois filhos, pretende reduzir o ritmo.Ela se mudará para a Austrália para coordenar a Companhia de Teatro de Sidney no ano que vem com seu marido, o dramaturgo Andrew Upton, e pretende dedicar apenas três meses do ano para os filmes."Eu provavelmente vou continuar trabalhando com cinema, mas farei, obviamente, muito teatro", disse ela. "Vai ser uma mudança enorme."

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