Elelyn Hockstein/AFP
Elelyn Hockstein/AFP

Caso Depp e Heard: Terapeuta do ex-casal garante que abusos foram mútuos

Após perder para o jornal 'The Sun', Depp resolveu processar sua ex-mulher em um tribunal americano do estado da Virgínia

EFE, O Estado de S.Paulo

15 de abril de 2022 | 18h30

O julgamento em que Johnny Depp e Amber Heard são protagonistas já está em seu terceiro dia de argumentação oral. Agora conta com o depoimento da terapeuta da ex-casal, Laurel Anderson, que afirmou que houve "abuso mútuo" no relacionamento. 

O tribunal de Fairfaix (Virgínia, EUA), onde decorre o litígio, exibiu nesta quinta-feira, 14, uma declaração gravada da terapeuta que trabalhou para o casal durante 2015 e 2016, tanto em sessões individuais como conjuntas. "Ambos foram vítimas de abuso em suas casas. Acho que ele [Depp] se manteve sob controle por décadas até Heard ficar fora de controle e eles se envolverem no que chamo de abuso mútuo", disse Anderson.

Quando questionada sobre se Depp era violento com Heard, a terapeuta disse "sim" e que viu "vários" hematomas no rosto dela. Posteriormente, Anderson destacou que, em suas sessões de terapia, a atriz passou a reconhecer que também batia em Depp durante as brigas. "Sim, Depp saía para diminuir a intensidade da briga, ela bateu nele para mantê-lo ali porque preferia brigar do que ficar só", disse a terapêuta após garantir que Heard, conhecida por seu papel em Aquaman, estava em pânico.

 O protagonista de Piratas do Caribe e a atriz estiveram presentes nesta quinta-feira em uma nova sessão do julgamento em que Depp acusa a ex-mulher de difamação por um artigo que ela publicou no The Washington Post em 2018, depois do divórcio divórcio. No texto, ela se referia a si mesma como ‘uma pessoa que sabia, por experiência, ser símbolo do ‘abuso doméstico’. 

 

Após o julgamento de Londres, de Depp contra o The Sun, as sessões dos EUA são transmitidas ao vivo pela internet e contarão com testemunhas tão famosas como o ator James Franco ou o bilionário Elon Musk

O primeiro dia do tribunal foi marcado pela dificuldade em formar um júri popular, pois a maioria dos candidatos conhecia o caso e tinha opiniões preconcebidas. Entre as testemunhas que já intervieram está uma mulher, Kate James, que trabalhava como assistente pessoal de Heard e que retratou a atriz como uma pessoa "instável", que chegou a cuspir na cara dela após uma discussão e foi "verbalmente abusiva" com a  equipe. Um dia antes, um amigo próximo do ator, Isaac Baruch, disse estar ciente das discussões do casal, mas não se lembra de ter visto nenhum sinal de violência. Baruch disse que conheceu Heard no dia seguinte a uma suposta briga em 21 de maio de 2016 e não viu nenhuma marca em seu rosto.  No entanto, vários agentes da Polícia de Los Angeles (LAPD) foram chamados naquela mesma noite no prédio no centro da cidade onde Heard morava e, de acordo com as gravações feitas pelas câmeras de segurança do arranha-céu, Depp possuía cinco apartamentos.O ator pede à ex-parceira uma indenização de 50 milhões de dólares. Por sua vez, Heard alega que o ator lançou uma campanha de difamação contra ela e reivindica 100 milhões. Será a primeira vez que as duas celebridades se enfrentam no tribunal: no julgamento realizado em Londres (que Depp perdeu), a atriz foi como testemunha, já que a acusação era contra o jornal britânico The Sun por uma matéria que descrevia o ator como "agressor de mulheres". EFE

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