Casa Branca evita comentar filme sobre assassinato de Bush

O filme britânico que simula o assassinato do presidente dos Estados Unidos George W. Bush está dando o que falar. "Morte de um Presidente", dirigido por Gabriel Range, usa imagens reais e efeitos de computador no filme ficcional de 90 minutos com uma cena em que Bush é atingido por uma bala disparada por um atirador de elite, durante uma manifestação imaginária contra a Guerra do Iraque, no futuro próximo de 2007.O canal de televisão britânico Channel 4 anunciou a exibição do filme no dia 9 de outubro. Antes, vai passar nos dias 10, 12 e 15 de setembro no Festival Internacional de Cinema de Toronto, que começa no dia 7 e termina no dia 16 de setembro. A Casa Branca se recusou a fazer comentários sobre o anúncio feito pela rede, alegando que o programa não é digno de respostas.O documentário mostra Bush chegando em Chicago para discursar na presença de empresários líderes de mercado e se confrontando com uma forte demonstração antiguerra. Perturbado, o presidente deixa a reunião e é baleado pelo franco-atirador. Enquanto os EUA lamentam a tragédia, suspeita-se que o culpado tenha sido um homem sírio - mas a verdade pode estar escondida perto de casa.Muitos norte-americanos estão amedrontados com o filme. Michelle Bowman, de 35 anos, consultora natural dos EUA que trabalha no grupo Bowman de Londres, declarou: "A maioria da população vai achar que retratar a morte do presidente é algo de muito mal gosto. Eu não consigo imaginar como veículos norte-americanos vão aceitar exibir esse filme".Diretor defende intenção por trás do filmeO diretor do canal, Peter Dale, disse que "a intenção por trás da obra é boa"."Não se trata de sensacionalismo nem simplismo, mas de um drama provocante e forte. Algumas pessoas ficarão aborrecidas, mas é uma obra sofisticada", afirmou Dale.O diretor acrescentou que a ficção é "um exame do que a guerra ao terror fez no corpo político americano".Uma porta-voz do Partido Republicano dos Estados Unidos descreveu o drama como "chocante" e "perturbador"."Não posso apoiar um vídeo que simule o assassinato de nosso presidente, real ou imaginário", disse Gretchen Essell."A grande realidade é que o terrorismo ainda existe em nosso mundo. A guerra contra o terror não acabou."

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