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Cartas tórridas de Laurence Olivier e Vivien Leigh serão expostas em Londres

Correspondência do casal flagra uma intensa relação extraconjugal

EFE

02 de fevereiro de 2015 | 19h16

Cerca de 200 cartas, que documentam uma parte importante da tórrida história de amor vivida pelos atores Laurence Olivier e Vivien Leigh, estarão expostas no Victoria & Albert Museum, em Londres. A informação foi dada pela instituição, que disponibilizou arquivos de Leigh online. As mensagens servem para compreender a dinâmica do relacionamento extraconjugal da dupla, muitas vezes tempestuoso e passional, que começou em 1936, durante as filmagens de Fogo Sobre a Inglaterra, quando o ator britânico ainda estava casado com a atriz Jill Esmond (1908-1990). 

Vivien Leigh (1913-1967) e Laurence Olivier (1907-1989), ambos ingleses, mantiveram a relação em segredo até 1940, o que, de acordo com essas cartas, ajudou a incendiar a paixão do astro, vencedor do Oscar de melhor ator por Lugar (1948).

“Eu acordei totalmente quente de desejo por você, meu amor (...) Oh meu Deus, como eu quero você. Talvez você até esteja acariciando seu ente querido”, Olivier declarava em mensagem de 1938 ou 1939. E Vivien respondeu: “Oh, meu caro, eu não fiz nada. Não quero nada disso sem você”.

“Na mesma carta, o ator assegurou a Leigh, a inesquecível Scarlett O’Hara de ... E o Vento Levou, de 1939, que seu amor por ela não era apenas “carnal”, pois ele a amava.

O tom carregado de erotismo aparece em outras cartas de Olivier. Numa delas, confessa a sua amada estar nu, coberto apenas com uma calcinha dela e diz também: “O meu desejo por ti é intenso. Eu te amo e te venero. Você está no meu pensamento e no meu coração o tempo todo. Só existo para vê-la novamente”.

Mas nem toda a correspondência girava em torno de sexo, como atesta uma carta em que Laurence Olivier oferece aconselhamento, após Leigh ter manifestado a ele problemas para viver Scarlett O’Hara e seu temor de que ... E o Vento Levou fosse um fracasso. Laurence, então, a encorajou a fazer o seu trabalho da melhor forma possível e a alertou de que a sua carreira dependia desse sucesso.

Depois de se divorciarem de seus parceiros, eles se casaram em 1940 e conseguiram manter a paixão, como mostram as mensagens do casal nos próximos dez anos. Em 1945, ele declarava: “Não é possível expressar os meus sentimentos e pensamentos por você, minha querida”. “Oh, doçura, se estivéssemos juntos seria muito mais interessante”, escreveu Leigh em 1950, enquanto viaja de avião.

O romance começou a ruir no fim da década de 1950, depois de Vivien ter tido vários amantes e sofrido colapsos nervosos como resultado da bipolaridade, e o casal decidiu se separar em 1960.

“Agradeço por sua compreensão.(...) Você se comportou com coragem e nobreza e lindamente e eu sinto muito, porque há muito para ser um inferno para você”, escreveu Olivier logo após a separação.

Depois do divórcio e já casado com a atriz Joan Plowright, Oliver voltou a escrever à antiga paixão, pedindo desculpas pela forma como ela tinha sabido do seu relacionamento e desejando-lhe felicidades em seu romance com o ator Jack Merivale. 

Em todas as cartas, Olivier sempre insistia que a relação deles tinha mesmo acabado e que não deveriam se ver, mas Leigh vivia para receber mais uma correspondência. “Meu querido, nunca saberás quanto as suas cartas significam para mim, hoje em dia. Quão encantador é ter tido tempo para escrevê-las”, afirmou em 1963.

A última mensagem que Vivien recebeu de Olivier em 1967, cerca de cinco semanas antes de morrer, ele terminava carinhosamente: “Com amor sincero, minha querida, do teu Larry”.

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