Carlos Augusto Calil é o novo secretário da Cultura

Sai Emanoel Araújo, entra Carlos Augusto Calil. Com a divulgação hoje da renúncia do artista plástico e ex-diretor da Pinacoteca do Estado, a assessoria de imprensa da Prefeitura divulga o nome do diretor do Centro Cultural São Paulo (CCSP) para ocupar a pasta da Cultura. (Leia carta aberta à imprensa e enviada por Araújo no domingo ao jornal Folha de S. Paulo).O nome de Calil sempre esteve ligado ao cinema. Cineasta, crítico e ensaísta, ele é professor do Departamento de Cinema, Rádio e Televisão da Escola de Comunicações e Artes (ECA), da USP. É paulistano e tem 53 anos, formado em Cinema pela USP, curso que começou depois de abandonar a faculdade de Física. Em 1979 mudou-se para o Rio e foi diretor da Embrafilme, tornando-se diretor-geral da estatal em 1982, com a saída de Celso Amorim. E, por discordar da política para o cinema que estava sendo posta em prática pelo então ministro da Cultura Celso Furtado, Calil pediu demissão em dezembro de 1986. A Embrafilme seria extinta pelo ex-presidente Fernando Collor, em 1990.Com Paulo Emílio Salles Gomes, organizou a Cinemateca de São Paulo - que viria a presidir em 1987 - e foi assessor de Sábato Magaldi, então secretário de Estado da Cultura, durante o governo de Paulo Egídio Martins, entre 1975 e 1979. Coordenou a restauração do Antigo Matadouro de São Paulo para transformá-lo na nova sede da Cinemateca Brasileira. Como diretor de cinema, realizou Simitério do Adão e Eva (sic), em 1971, e o média-metragem Acaba de chegar ao paiz o bello poeta francez Blaise Cendrars (sic), em 1972.Como Emanoel, que recuperou a Pinacoteca, Calil tem experiência em prédios abandonados. Ao assumir o Centro Cultural, há quatro anos, a precariedade era tamanha que foi preciso investimento suplementar na estrutura, comprometida por goteiras. Calil chegou ao centro indicado pelo primeiro secretário da Cultura da gestão Marta Suplicy, Marco Aurélio Garcia. Ontem, em sua primeira entrevista como secretário, disse ter votado na petista em 2004.Em sua gestão, quase duplicou o número de visitantes - são 850 mil pessoas por ano. Mas as dívidas foram se acumulando e, segundo Calil, chegam a R$ 1,4 milhão. Calil disse ao Estado, pouco antes de se reunir com Serra, que só aceitaria o cargo se a Prefeitura pagasse as dívidas da Cultura, em torno de R$ 16 milhões.

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