Paulo Vitor/ Estadão
Paulo Vitor/ Estadão

Carla Camurati irá substituir Ingra Liberato na comissão de seleção do filme brasileiro ao Oscar

Polêmica teve início após um dos jurados fazer críticas ao diretor Kleber Mendonça Filho

Amilton Pinheiro, Especial para O Estado de S.Paulo

29 de agosto de 2016 | 11h52

O secretário do Audiovisual Alfredo Bertini anunciou que a cineasta Carla Camurati irá substituir a atriz Ingra Liberato na comissão que escolherá o filme brasileiro para concorrer a uma vaga ao Oscar de filme estrangeiro. Ingra alegou nas redes sociais que não poderia continuar na comissão  da Secretaria do Audiovisual (SAv), pois faltava, segundo ela, transparência na formação dessa comissão.

A polêmica começou quando descobriram que um dos jurados, o jornalista da rádio CBN Marcos Petrucelli,  tinha postado na sua página do  Facebook repúdio à atitude do cineasta Kleber Mendonça Filho, diretor de Aquarius, que organizou um protesto no tapete vermelho do Festival de Cannes deste ano, com parte do elenco do filme, entre eles, a atriz Sonia Braga, denunciando que no Brasil estava havendo um golpe de Estado.

Antes da saída da Ingra Liberato, outro membro da comissão, o produtor e diretor Guilherme Fiuza Zenha havia pedido para sair alegando, segundo informou a secretaria do Audiovisual, que passava por problemas de saúde na família. Em sua substituição foi chamado o cineasta Bruno Barreto.

A legitimidade da comissão também foi contestada com a saída de três diretores Anna Muyalert (Mãe Só Há Uma), Gabriel Mascaro (Boi Neon) e Aly Muritiba (Para Minha Amada Morta), que deixaram de inscrever seus filmes alegando solidariedade ao diretor Kleber Mendonça Filho.

Agora a comissão, que é formada por nove membros, está formada novamente com a entrada de Bruno Barreto e Carla Camurati. Os outros nomes são: Marcos Petrucelli, crítico da rádio CBN, Sylvia Rabello, presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Audiovisual do Rio de Janeiro, Sylvia Bahiense Naves, chefe de gabinente substituta e funcionária do Ministério da Cultura há mais de 30 anos, Roberto Rodrigues, produtor, Adriana Rattes, ex-secretária de Cultura do Estado do Rio de Janeiro, George Torquato Firmeza, do Itamaraty, e Paulo de Tarso Basto Menelau.

    

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