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'Capitão América: Guerra Civil' mostra super-heróis destroçados emocionalmente

O ético, o legal e o Soldado no centro de todo o conflito

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

26 de abril de 2016 | 17h01

Em dezembro, quando veio a São Paulo, participando da Comiccom para falar de Capitão América - Guerra Civil, o codiretor Anthony Russo admitiu que não tinha resposta para a pergunta que não queria calar. Batman Vs. Superman, Capitão América contra o Homem de Ferro. Por que os super-heróis estão se matando? "Talvez tenha a ver com o estado do mundo", sugeriu. Desde então, a situação - no Brasil, em especial -, ficou mais acirrada. Na ficção dos irmãos Russo, com base no Universo Marvel, os super-heróis estão divididos em torno do Soldado Invernal.

Quando o repórter lhe confidenciou que considerava o Soldado o personagem emblemático da série do Capitão América - e Sebastian Stan, o melhor ator, sem que isso signifique desmerecer os demais -, Anthony Russo fez duas observações: 1) Seu irmão Joe adoraria saber (e, portanto, ele deve concordar); e 2) “O Soldado é sempre devorado por conflitos internos que estão longe de se resolver. No 3, a ligação com Steve/Capitão América continua turbulenta, mas o choque é com Tony/Homem de Ferro.” 

Sebastian, o Soldado Invernal, ocupa o centro dos conflitos de Guerra Civil. No imaginário de Steve, Bucky representa o melhor do Capitão América. O que compartilham - as lembranças - é muito forte. Para os outros, e para o Homem de Ferro, Bucky é um terrorista perigoso. Quando Steve prova sua inocência num atentado em Viena, Tony faz uma descoberta explosiva sobre o próprio passado. O ódio explode. Homem de Ferro, o núcleo cínico (cômico?). Capitão América, o dramático. E, sempre, o conflito é entre o ético e o legal.

Cada vez mais os super-heróis andam em bando. Apesar dos superpoderes, são destroçados emocionalmente. Entra em cena o (novo) Homem-Aranha, que é da Sony, não da Marvel. “Dentro da própria Marvel existem interesses conflitantes. Quem manda em quais heróis?”, perguntou-se Russo. “Quando conseguimos o crossover, como aqui, o público ganha.” E ganha mesmo. Pode-se, como o repórter, preferir Batman Vs Superman, mas a aventura é eletrizante.

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