Patti Perret/Amazon Studios
Patti Perret/Amazon Studios

Canções indicadas ao Oscar serão interpretadas em Los Angeles e Islândia

As cinco indicadas serão exibidas antes da cerimônia, previamente gravadas no Museu da Academia e na Islândia

AFP, O Estado de S.Paulo

19 de abril de 2021 | 10h02

As cinco canções indicadas ao Oscar serão interpretadas no novo museu da Academia e em um povoado pesqueiro da Islândia, em um esforço dos organizadores para tornar mais atraente o formato da cerimônia do próximo dia 25, afetado pela pandemia.

O astro do musical Hamilton, Leslie Odom Jr., está entre os quatro grupos de artistas que irão atuar no terraço do Museu da Academia de Cinema de Los Angeles, que será inaugurado em setembro. Sua canção Speak Now, de Uma Noite em Miami, fará parte de um espetáculo especial que irá anteceder a entrega dos prêmios, bem como a balada Husavik, da comédia Festival Eurovision da Canção: a Saga de Sigrit e Lars, que será interpretada no porto islandês de mesmo nome.


Assista ao vídeo com a performance de Leslie Odom Jr., em Speak Now:


"Idealizamos um grande espetáculo para antes e depois da entrega, a fim de incrementar nosso evento principal", anunciaram o diretor Steven Soderbergh e seus colegas que produzem a cerimônia. "Nossa sugestão é de que assistam a todo o evento, caso contrário perderão algo realmente inesperado e divertido."


O pré-show musical Oscars: Into the Spotlight contará com as atuações de H.E.R., vencedora de vários prêmios Grammy, e Diane Warren, 12 vezes indicada ao Oscar, que competem este ano por Judas e o Messias Negro e Rosa e Momo, respectivamente.

Os organizadores também anunciaram um programa posterior, chamado "Oscars: After Dark", em que os grandes vencedores da noite serão entrevistados.

As canções deverão ser apresentadas a partir das 19h30 (horário de Brasília) e a cerimônia deve começar uma hora e meia depois.

Um tapete vermelho "minúsculo", poderosos magnatas de Hollywood ausentes e um papel "central" para as máscaras. O Oscar presencial do próximo fim de semana não correrá riscos em termos de covid-19, mas o evento ainda teria sido "impossível" apenas algumas semanas antes, disseram seus produtores.

A 93ª edição do Oscar, um espetáculo de três horas, "não será como nada que já foi feito antes", segundo Soderbergh. Adiada para 25 de abril, a cerimônia será realizada apenas uma semana após a Califórnia liberar as vacinas para todos acima dos 16 anos, com taxas de infecção despencando. Os cinemas estão até sendo reabertos. "Teria sido impossível fazer antes o que vamos fazer". Em coletiva de imprensa virtual, ele afirmou que sua experiência fazendo filmes durante a pandemia e seu thriller de 2011 Contágio se mostraram muito úteis.

A cerimônia acontecerá na grandiosa Union Station, em Los Angeles, com os indicados socializando ao ar livre e depois entrando e saindo do local durante a apresentação. O tradicional tapete vermelho será drasticamente reduzido e a lista de convidados será tão limitada que até mesmo o poderoso chefe da Disney, Bob Iger, "não estará lá", contou Soderbergh.

Também haverá sedes na Grã-Bretanha e na França, para os indicados que não puderem viajar até os Estados Unidos.

Ao falar do pátio do local - onde apenas os indicados, seus convidados e um punhado de apresentadores vão conversar e beber -, Soderbergh disse que espera que o Oscar dê ao mundo "um vislumbre do que será possível quando a maioria das pessoas for vacinada, e testes rápidos, precisos e baratos forem a norma".

"As máscaras vão desempenhar um papel muito importante na história desta noite", acrescentou. "Se isso é enigmático, é para ser - mas esse tema é muito central para a narrativa."

Soderbergh e seus colegas produtores Jesse Collins e Stacey Sher estão mantendo muitos detalhes em segredo, mas indicaram que a natureza incomum e "esperançosamente única" de um Oscar da era pandêmica "certamente abriu uma oportunidade para tentarmos coisas que nunca foram tentadas antes".

A cerimônia terá "a estética de um filme em vez da de um programa de TV", incluindo o uso de "tomadas por cima do ombro do público" semelhantes às do cinema e formatos widescreen de alta resolução, revelou Soderbergh.

A maioria dos indicados deve comparecer pessoalmente, com hubs preparados em Londres e Paris permitindo a participação de europeus que não possam viajar devido às restrições. Porém, apenas por meio de conexões de satélite no padrão da indústria, não por Zoom. Prêmios recentes foram criticados por seu intenso uso de videochamadas.

Seguindo o conceito de premiação como um filme, nenhum apresentador foi divulgado, mas os apresentadores - anunciados como o "elenco" da cerimônia - "representarão a si mesmos, ou... Uma versão de si mesmos". Harrison Ford, Brad Pitt e Reese Witherspoon são algumas das estrelas já anunciadas.

Os indicados serão convidados a compartilhar histórias pessoais, em um programa que terá muitas entrevistas. "As histórias têm sido incríveis, muito úteis para nós", afirmou Soderbergh. "E um arquivo maravilhoso - um retrato dos filmes em 2020."

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.