Campeão de bilheteria nos EUA é proibido na Rússia

O Ministério da Cultura da Rússia recusou licença para a exibição da comédia Borat: Cultural Learnings of America for Make Benefits Glorious Nation of Kazakhstan no país. O filme, estrelado pelo ator britânico Sacha Baron Cohen no papel de um falso jornalista fazendo uma série de entrevistas pelos Estados Unidos, recebeu críticas por ridicularizar o Cazaquistão, país vizinho e aliado da Rússia. Um funcionário do governo russo disse à BBC que o filme não terá distribuição em cinemas do país. Segundo o oficial, o filme pode humilhar grupos étnicos e religiosos. Ele não quis dar mais detalhes, mas acrescentou que os distribuidores têm o direito de apelar contra a decisão. Sátira usa repórter fictício do Cazaquistão A comédia surpreendeu, tornando-se campeã de bilheteria ao estrear nos Estados Unidos e Canadá no fim de semana passado. Nela, Borat, o repórter fictício do Cazaquistão, vai aos Estados Unidos pesquisar o estilo de vida do país. Com um humor que por vezes beira o ultrajante, o falso documentário revela aos poucos o caráter do personagem, que faz perguntas e comentários machistas, racistas, anti-semitas e homofóbicos. O filme revoltou muitos no Cazaquistão, inclusive o governo, que foi a público dizer que o país não corresponde à descrição do comediante e até convidou Baron Cohen para uma visita. Um diplomata do país disse que a idéia de um Casaquistão primitivo, violento e opressivo não tem qualquer relação com a realidade. Outros, no entanto, dizem que o verdadeiro alvo da sátira de Baron Cohen são os entrevistados americanos, que aceitam sem questionamento os maneirismos exagerados de Borat. Alguns críticos apontam o lançamento como o "filme mais engraçado do ano". Borat tem estréia prevista nos cinemas brasileiros para fevereiro. Sacha Baron Cohen é criador também de outro personagem de comédia, o rapper Ali G.

Agencia Estado,

09 Novembro 2006 | 13h07

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