Camilla Belle é a estrela do épico '10.000 A.C.'

No épico adolescente, atriz interpreta Evolet, personagem que vive romance com Steven Strait, herói do filme

Flávia Guerra, de O Estado de S. Paulo,

08 de março de 2006 | 18h59

O diretor Roland Emmerich e o produtor Michael Wimer contam que quando Camilla Belle chegou ao teste para o épico adolescente 10.000 A.C. ela usava bijuterias exóticas, que pensaram se tratar de uma tática dela para já incorporar a personagem que fatalmente seria sua, a jovem delicada, mas ao mesmo tempo forte, Evolet, que encarna o mito do amor para o jovem herói D’Leh (o ator Steven Strait).  Trailer de '10.000 A.C.' Não podiam estar mais enganados. Não se tratavam de nada mais que as bijus que ela adora garimpar nas férias que passa no Brasil. "Sempre uso bijus. Adoro. Faz muito parte da brasileira. As americanas usam jóias, claro, mas eu misturo com o que compro aqui, que é mesmo mais natural e, exótico, para quem não está acostumado", contou a jovem atriz de apenas 21 anos.  Camilla é mezzo brasileira, mezzo americana, filha de uma paulista de Santos e de um empresário americano. "A Camilla sempre foi assim vaidosa. Acabamos de voltar da Amazônia e ela comprou várias coisinhas lá. Apesar de vivermos sempre nos EUA, eu a criei como uma menina brasileira. E faz parte da personalidade brasileira equilibrar a força e a delicadeza", acrescenta Deborah Gould, a mãe, que acompanha Camilla em todos os compromissos.  Inclusive quando ela teve de viajar até a Namíbia e para a Nova Zelândia para filmar 10.000 A.C? "Claro! Faz toda diferença ter minha mãe do lado. Apesar de ‘trabalhar’ desde os 9 meses (já era ‘bebê propaganda’), ainda sou jovem. E este é um meio difícil", responde ela, sem medo de ter uma ‘mãe de miss’ a tiracolo.  Trazer a mãe ao Brasil para a campanha de lançamento do novo filme foi mais do que trabalho. Foi uma das poucas chances de visitar novamente e se aproximar de um país que, apesar de chamar de seu, Camilla não conhece tão bem assim. "Quero fazer filmes no Brasil. Para mim é importante", diz ela, sempre em português com seu charmoso sotaque, indo na contramão das atrizes latinas que querem fazer sucesso em Hollywood. "É verdade. Todas as latinas talentosas querem um espaço em Los Angeles. Já eu não, só cresci lá. Quero agora é fazer o caminho contrário." À Deriva O primeiro passo desta nova estrada Camilla já deu. Será uma das personagens principais de À Deriva, novo filme de Heitor Dhalia, que começa a ser rodado em Búzios no fim do mês e tem como nome principal do elenco o francês Vincent Cassel (marido de Mônica Bellucci, que, depois de passar o réveillon no litoral carioca, aporta de novo no Brasil na semana que vem e só volta depois do filme ‘estar na lata’). "Vai ser incrível. Não só pelo papel e pela história, que achei ótima. Vou ser a amante do protagonista. Mas vai ser tudo muito delicado. Não vai ter cenas de nu exageradas ou algo assim", adianta a atriz, que confessa não ter visto muitos filmes brasileiros nos últimos anos.  "Nos EUA, é difícil. Em Los Angeles às vezes chega algum, como Cidade de Deus e O Ano em Que Meus Pais Saíram de Férias. Mas o que não perco nunca são as novelas. Adoro", conta ela, que assistiu a O Cheiro do Ralo e aprovou. "Achei muito louco! Tomei um susto! Mas gostei. É diferente de tudo que estou acostumada a fazer e a ver." E quando diz isso, Camilla sabe do que está falando. "Aos 5 anos, fiz meu primeiro filme. Com 6, fiz A Princesinha, do Alfonso Cuarón. Já filmei com o Daniel Day-Lewis (O Mundo de Jack e Rose), um dos meus preferidos, Steven Spielberg em Jurassic Park, Cameron Diaz em Segredo dos Andes. Agora quero outra coisa. Vai ser um desafio trabalhar com um diretor brasileiro, fazer parte do cinema brasileiro. E quero também ajudar a mostrar para o mundo que o Brasil é um país muito especial e com gente de talento. É o que me falta."

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