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Cameron Diaz chega aos 40 com uma das carreiras mais sólidas de Hollywood

Relembre a trajetória da atriz de 'Quem Vai Ficar com Mary', 'As Panteras' e diversos outros

Marcio Claesen - estadão.com.br,

30 de agosto de 2012 | 07h00

Aceitar o envelhecimento. Sobreviver em Hollywood. Se cada uma dessas coisas já representa um tremendo desafio, as duas juntas parece uma missão intangível. Da safra de atrizes dos anos 1990, Nicole Kidman e Julia Roberts foram avalizadas por um Oscar, Jennifer Lopez sempre retorna à música, onde consegue melhores resultados, e Sharon Stone há muito que se destaca mais pelas causas ambientais que defende do que pelos seus filmes. Cameron Diaz, que completa 40 anos nesta quinta-feira, 29, não tem nada disso para se agarrar, mas envelhece com dignidade.

Nascida em San Diego, Califórnia, a loira de olhos azuis e alta desde a adolescência, seguiu um caminho determinado pelo seu biotipo natural e viajou o mundo dos 16 aos 21 anos como modelo.

Caso raro na indústria do cinema, Cameron conheceu a fama em seu primeiro longa, O Máskara, de 1994. O auge da caretice - literalmente falando - de Jim Carrey lhe abriria as portas em Hollywood, mas a atriz ainda preferiria longas independentes (como Paixão Bandida, de 1996 por um tempo). Em 1997, ela retorna às produções de grande orçamento em outra comédia O Casamento do Meu Melhor Amigo.

A aposta em seu ar ingênuo - melhor dizendo, o papel da loira burra - poderia ter norteado sua carreira. Foi nesse perfil que a atriz conseguiu seu auge, em Quem Vai Ficar com Mary, longa dos irmão Bobby e Peter Farrelly e um dos maiores sucessos de 1998. Mas assim como outra loira ainda mais famosa do cinema, cujo título de um de seus filmes pregava que nunca havia sido santa, Cameron também não queria ficar presa a estereótipos.

Em sua busca por papéis desafiadores, ela ganhou respaldo de pertencer a um elenco de Martin Scorsese (Gangues de Nova York, 2002), deu voz a Fiona, uma princesa fora dos padrões, em todos os longas do ogro Shrek, e mostrou suas habilidades de luta no blockbuster As Panteras (2000), cuja continuação, As Panteras Detonando (2003), a fez ser a segunda mulher a entrar no clube dos atores que recebem 20 milhões por filme - a primeira foi Julia Roberts.

Com talento muito mais para fazer rir do que para papéis mais densos, no entanto,Cameron conseguiria sua melhor performance, até aqui, no longa mais estranho de seu currículo. Em Quero Ser John Malkovich (1999), a atriz se desconstrói fisicamente para viver Lotte Schwartz, mulher de um arquivista que descobre um portal para a mente do ator John Malkovich. Injustamente, foi Catherine Keener (muito melhor atriz do que ela, mas não neste filme), quem recebeu a indicação ao Oscar de melhor atriz coadjuvante. Esta foi a situação mais próxima de Cameron ganhar o reconhecimento do prêmio mais importante da indústria de cinema.

Com habilidade para gerir uma carreira milionária nesses quase 20 anos no cinema, essa filha de um cubano com uma anglo-germânica, parece consciente de sua melhor capacidade: a de parecer sempre natural, como uma prima ou amiga engraçada e bela que nos encanta sempre que a vemos. E aí, quem vai ficar com Cameron?

 
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