cães e gatos em uma comédia imperdível

Quando Osama Bin Laden era apenas um sonho mau no futuro do mundo, cães e gatos já travavam sua guerra particular e feroz. Como Cães e Gatos conta um capítulo dela. É um filme que deixa O Retorno da Múmia ou Tomb Raider verdes de inveja, de tanto efeito especial. Só que aqui os efeitos são tantos e tão bons que passam desapercebidos, já que achamos que estamos vendo bichos de verdade. Cães e gatos falam (a versão dublada perde a sincronização, claro) e guerreiam. Com muito ritmo e humor, o filme conta uma das batalhas da guerra eterna. Um certo professor Brody (Jeff Goldblum) está pesquisando algo que pode acabar com as alergias que a humanidade tem a cachorros. Para os gatos, isso é uma péssima idéia e do cérebro malévolo do persa Mr.Tinkles (que parece saido do colo de Ernst Stavro Blofeld, vilão de tantos 007) saem duas orientações: sabotar a pesquisa e num laboratório próprio, tornar os humanos alérgicos a cachorros. O herói do filme é um filhote de beagle, Lou, que, por acidente, acaba se tornando o agente canino encarregado de proteger a família Brody e a pesquisa. Lou é um agente desastrado que leva surras homéricas dos gatos, mas é esforçado e vira, como ele diz, uma máquina mortífera para os gatos. Estes não deixam por menos e acabam treinando uma multidão de ratos, todos segurando o livro vermelho dos pensamentos do camarada Tinkles, para a contaminação dos homens com a poção alérgica. O suspense alterna vitórias dos cães e dos gatos e é muito divertida a megalomania do gato chefão que tem de suportar banhos e roupinhas de boneca. Os coadjuvantes também são hilários como o cachorrinho que é perito em eletrônica, Ivy, uma saluki sexy e misteriosa como convém a uma história dessas e o trapalhão gato malhado que é o ajudante de Mr.Tinkles. É uma história para crianças e adultos, sobretudo que gostem de bichos. Os propósitos do filme se resumem no verbo divertir. E Como Cães e Gatos faz isso muito bem. Com efeitos impecáveis, um roteiro cheio de boas piadas e sacadas inesperadas, sem recorrer a um grau excessivo de violência. Até os atores humanos estão bem.

Agencia Estado,

04 de outubro de 2001 | 18h14

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