'Budapeste' estreia nesta sexta-feira nos cinemas

Adaptação do romance de Chico Buarque fala de ghost-writer que deixa o Brasil e refaz toda a vida

AE, Agencia Estado

21 de maio de 2009 | 09h34

 "Devia ser proibido debochar de quem se aventura em língua estrangeira." A frase do personagem José Costa não poderia ser mais precisa para resumir o desafio do ator Leonardo Medeiros para viver o protagonista de Budapeste, romance que estreia amanhã nos cinemas brasileiros. Adaptado do livro homônimo de Chico Buarque, o filme narra a história de um ghost-writer - escritor especialista em fazer livros para os outros, mas sem assinar sua autoria - que larga a mulher no Rio de Janeiro e se entrega à descoberta de outro país. Nele, se apaixona e refaz toda a vida.

 

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trailer Trailer do filme

E, assim como Costa, Leonardo esbarrou na difícil língua húngara. "Depois das duas primeiras semanas de aulas particulares, percebi que nunca conseguiria aprender húngaro na vida", contou o ator, que no filme escreve e recita poemas na língua estrangeira com toda a naturalidade. O jeito foi fingir. "Eu me propus então a um mergulho no estudo profundo de cada fala do personagem." O resultado convenceu o próprio diretor do filme, Walter Carvalho.

Durante as quatro semanas de filmagens em Budapeste, as equipes brasileira e húngara também tiveram de driblar as dificuldades linguísticas. "Eu falava em português, o assistente repetia em francês e inglês... Mas, aos poucos, fomos nos integrando. Isso fora os palavrões, que todos aprenderam", diverte-se o diretor. Uma das brincadeiras entre as língua até entrou no roteiro.

Na trama de Chico Buarque, Costa é levado por acaso a Budapeste, por conta de um pouso forçado. Seu encantamento com a cidade, no entanto, logo o leva de volta. Sua vida no Rio se deteriora quando ele presencia o sucesso de um falso escritor à custa de uma obra sua - e até sua esposa, Vânia (Giovanna Antonelli), se apaixona pelo impostor. Em uma livraria de Budapeste, Costa conhece a professora Kriska (vivida pela atriz húngara Gabriella Hámori).

"Chico sempre fez questão de reforçar que o livro é uma história de amor na cabeça de um escritor", diz o diretor, que não escondeu o nervosismo de levar às telonas a obra de um autor tão conceituado. Inicialmente, Chico teve dúvidas quanto ao fato de levar o seu romance às telonas, mas foi convencido pela produção. "Ele tinha muito receio, mas leu o roteiro do filme duas vezes e o aprovou", contou a produtora Rita Buzzar, que lidou diretamente com o autor e cantor. Já com a produção em andamento, Walter Carvalho conseguiu inclusive acrescentar uma participação do próprio Chico em uma das cenas. "Pedi a ele para dar uma de Hitchcock", brincou o diretor. As informações são do Jornal da Tarde.

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