Bruce Willis volta para salvar a pátria em "Refém"

Foi Bruce Willis quem procurou o diretor francês Florent Siri para propor-lhe um projeto. Siri havia dirigido um thriller que fora cultuado na França e nos Estados Unidos, Nide de Guêpes, que Willis vira e do qual gostara muito. Resolveram formar uma parceria e, juntos, escolheram adaptar para as telas um romance de Robert Crais, badalado escritor americano de policiais. O resultado é Refém, que estréia hoje nos cinemas de todo o Brasil. Willis volta ao seu habitual papel de "salvador do mundo", na pele de Jeff Tally, um experiente negociador da polícia que não supera o trauma de uma ação mal realizada. "Aposentado" como chefe de polícia de uma pacata cidade-satélite de Los Angeles, ele é levado a se envolver novamente em um seqüestro. Três delinqüentes entram na mansão fortificada do senhor Smith (Kevin Pollack) e o tomam como refém junto com os dois filhos. Uma policial vai averiguar e acaba sendo morta por um dos seqüestradores. É como se um caldeirão de pólvora explodisse. Um outro grupo de bandidos, que são os patrões do contador seqüestrado, sabem das motivações de Tally e o obrigam a entrar nas negociações. Querem que o ex-negociador tire da casa um disco digital, com informações importantes sobre empresas fantasmas em paraísos fiscais. A partir daí, faz de tudo para obter o disco e se livrar de um peso imposto a ele. O mais interessante é o desfecho, que não é exatamente um happy end. O filme foi bem nos EUA, mas não foi um estouro.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.