Brigitte Bardot, um mito do cinema, faz 70 anos

Símbolo sexual nos anos 50 e 60, a atriz francesa Brigitte Bardot completa hoje 70 anos. Musa do cinema comparada a beldades como Sophia Loren e Marilyn Monroe, Brigitte declarou à imprensa espanhola que está feliz com a idade, mas que preferia ter 30 anos novamente. Com os cabelos despenteados e os lábios carnudos, sua marca, B.B. ajudou a transformar o comportamento das mulheres de sua época, ao exibir seu corpo sem pudor.Brigitte, que há anos se dedica à causa dos direitos dos animais, ganhou fama em E Deus Criou a Mulher (1956), do diretor Roger Vadim (que foi marido dela e da atriz Jane Fonda), em que dançava sobre uma mesa mostrando uma mistura de menina com mulher sensual, imagem que fez dela o símbolo sexual de uma geração. Até então, ela não tinha feito filmes muito conhecidos e nem era BB - que o diretor Vadim inventou como resposta ao MM de Marilyn Monroe.Além do filme de Vadim, destacam-se na filmografia da atriz O Príncipe e a Parisiense (56), de Michel Boisrond, A Verdade (60), de Georges Henri Clouzot, Vida Privada (61) e Viva Maria (65), de Louis Malle, O Repouso do Guerreiro (62), de Vadim e O Desprezo (63), de Jean-Luc Godard, que muitos consideram o melhor filme de sua carreira.Muitas vezes, a vida particular de Brigitte chamou mais atenção que seus filmes. A atriz teve vários relacionamentos amorosos, entre namoros, casos e casamentos. Por mais de três vezes, tentou o suicídio tomando barbitúricos e cortando os pulsos, separadamente ou ao mesmo tempo. Brigitte desistiu da carreira artística em 1973. "Nunca senti muito prazer em ser atriz", disse na ocasião. Depois disso, ela tornou-se uma forte defensora dos animais, inclusive dos animais brasileiros - certa vez ela se mostrou indignada com a festa da Farra do Boi. Ela se mantém presente na mídia por suas atitudes como ativista, tendo fundado a Fundação Brigitte Bardot, para defesa dos animais. Recentemente ela foi alvo de uma acusação de racismo por um trecho de seu livro, Um Grito no Silêncio. Na obra, publicada em 2003, a atriz expressa atitudes negativas em relação a árabes, negros e clandestinos.

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