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Brigitte Bardot fala sobre sua admiração por Marine Le Pen

Prestes a completar 80 anos, a eterna musa disse ser conservadora

EFE

25 Setembro 2014 | 08h52

A atriz Brigitte Bardot ressaltou sua amizade com Marine le Pen e sua admiração pela líder da extrema direita francesa, "a única mulher que tem um par de colhões", em entrevista à emissora France 2 para um especial por ocasião de seu 80º aniversário.

Bardot destacou que fala por telefone com Le Pen, ao ser perguntada sobre sua relação com os cinco últimos presidentes franceses, assim como com a presidente da Frente Nacional (FN), que aspira esse mesmo posto e cujo partido foi o mais votado nas eleições europeias de maio.

Após comentar que tinha gostado que utilizassem sua imagem na campanha eleitoral da FN, a atriz declarou: "Gosto muito de Marine (...). É a única mulher que tem um par de colhões".Bardot justificou sua admiração porque "é a visão da França que gostaria que voltasse a aparecer", já que o país atual não lhe convence e "a sociedade não evolui na boa direção".

A eterna musa dos anos 60 disse que é "conservadora" e quis ser entrevistada em uma propriedade que tem na Côte D'Azur francesa, onde vive "aposentada" com muitos animais.A atriz disse ainda que tem "uma grande amizade" com o centrista Valéry Giscard d'Estaing, mas não quis responder se foi um bom presidente da França durante seu mandato, de 1974 a 1981.

De seu sucessor, o socialista François Mitterrand (1981-1995), lembrou que a condecorou, mas que ela não aceitou. Em relação ao conservador Jacques Chirac (1995-2007), o desqualificou como "o rei dos mentirosos" e comentou que, assim como Nicolas Sarkozy (2007-2012), "foram extremamente encantadores comigo, mas não me deram nada" do que pedia para sua fundação pela defesa dos animais.

Por fim, em relação ao atual chefe do Estado, o socialista François Hollande, Bardot afirmou que "presta muita atenção" ao que ela reivindica.

A atriz, que completa 80 anos no próximo dia 28, é conhecida por sua proximidade com a FN e em outra entrevista em agosto tinha manifestado seu desejo que Marine le Pen, a quem considera "a Joana d'Arc do século XXI", chegue ao poder e salve seu país.

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