REUTERS/Danny Moloshok
REUTERS/Danny Moloshok

Brett Ratner, de 'A Hora do Rush', entra na lista de acusados de assédio sexual em Hollywood

Diretor é acusado por seis mulheres, incluindo as atrizes Olivia Munn e Natasha Henstridge

AP e AFP

01 de novembro de 2017 | 15h01

O diretor Brett Ratner, de 'A Hora do Rush' e 'X-Men: O Confronto Final', foi acusado por seis mulheres de assédio sexual em uma nova leva de denúncias que atinge grandes nomes de Hollywood. Entre as vítimas estão as atrizes Olivia Munn e Natasha Henstridge. Os casos  foram relatados no jornal Los Angeles Times desta quarta-feira.

A acusação de Munn remete a um incidente durante as gravações de 'Ladrão de Diamantes', em 2004. Segundo a atriz, Ratner se masturbou na frente dela em seu trailer. O caso havia sido contado por Munn em um livro publicado em 2010 mas, à época, a atriz não revelou o nome do agressor. "Tomei decisões específicas, conscientes, para não trabalhar com Brett Ratner", disse.

A atriz Natasha Henstridge também relatou um episódio de assédio sexual envolvendo Ratner nos anos 90. À época, ela era uma modelo de 19 anos em Nova York e Ratner, um diretor de clipes musicais. Segundo Henstridge, o diretor obrigou-a fazer sexo oral. "Me forçou com seus braços, de verdade. Me forçou fisicamente", descreveu a atriz, que atuou em filmes como 'A experiência' e 'Meu vizinho mafioso'. "Em determinado momento, parei de resistir e ele fez a coisa dele".

Outros quatro casos relatados no Los Angeles Times incluem uma proposta oferecida à figurante Eri Sasaki. Segundo a atriz, Ratner a ofereceu uma fala no filme 'A Hora do Rush 2' em troca de sexo. As denúncias publicadas no jornal descrevem o comportamento agressivo do diretor que, segundo as vítimas, chegou a perseguir atrizes no banheiro.

A denúncia contra Ratner é a mais recente de uma lista cada vez envolvendo figurões de Hollywood. Entre os acusados figuram os cineastas Harvey WeinsteinJames Toback e Roman Polaski, o ator Kevin Spacey e o produtor Gilbert Rozon.

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Por meio de seu advogado, Martin Singer, Ratner negou as acusações. "Representei o sr. Ratner durante duas décadas, e nenhuma mulher nunca apresentou queixas contra ele por má conduta sexual, ou por assédio sexual", defendeu Singer, em uma carta de dez páginas ao jornal. "Muito mais do que isso, nunca uma mulher reivindicou, ou recebeu, qualquer acordo financeiro por parte do meu cliente", insistiu Singer.

Por meio de nota, a produtora Warner Bros afirmou que “está ciente das acusações publicadas no LA Times e está avaliando a situação”.

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