Paul Drinkwater/Reuters
Paul Drinkwater/Reuters

Brad Pitt se une a Leonardo DiCaprio em filme sobre Charles Manson

'Once Upon a Time In Hollywood' terá direção de Quentin Tarantino

EFE

01 Março 2018 | 09h18

Brad Pitt se unirá a Leonardo DiCaprio para protagonizar o filme do cineasta Quentin Tarantino sobre o famoso assassino Charles Manson, informou na quarta-feira o site especializado The Hollywood Reporter.

Tarantino aproveitou a notícia da contratação de Pitt para revelar o título do filme, Once Upon a Time In Hollywood, assim como alguns detalhes da trama.

"É uma história que acontece em Los Angeles em 1969, no apogeu da Hollywood hippie. Os dois protagonistas são Rick Dalton (DiCaprio), uma antiga estrela de westerns na TV, e seu dublê Cliff Booth (Pitt). Os dois têm problemas para triunfar em uma Hollywood que eles não reconhecem mais. Porém, Rich tem uma vizinha muito famosa... Sharon Tate", disse o cineasta.

Tate, mulher do diretor Roman Polanski, foi uma das nove pessoas que morreram a mãos de Charles Manson e a seita A Família, cujos crimes comoveram a sociedade americana e marcaram simbolicamente um ponto de virada na contracultura dos anos 1960.

Manson foi condenado à prisão perpétua e morreu no dia 19 de novembro do ano passado, aos 83 anos.

Pitt e DiCaprio já trabalharam com Tarantino: o primeiro participou de Bastardos Inglórios (2009), enquanto o segundo esteve em Django Livre (2012).

"Eu trabalhei neste roteiro durante cinco anos e vivi no condado de Los Angeles a maior parte da minha vida, incluindo 1969, quando tinha sete anos. Estou muito emocionado de contar esta história de uma Los Angeles e de uma Hollywood que já não existem", completou Tarantino, afirmando que não poderia estar mais feliz por contar em seu elenco com Pitt e DiCaprio.

A estreia deste novo filme de Tarantino, o primeiro após Os Oito Odiados (2015), está previsto para o dia 9 de agosto de 2019, data em que completará 50 anos da morte de Sharon Tate.

Once Upon a Time In Hollywood será a primeiro filme de Tarantino sem o apoio do produtor Harvey Weinstein, que apostou no diretor a partir de Cães de Aluguel (1992), mas cuja reputação na indústria audiovisual se afundou depois que foi acusado de agressão sexual por dezenas de mulheres.

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